quarta-feira, 12 de junho de 2019

Temas Geradores na Prática Pedagógica




        Freire nos apresenta a proposta de trabalhar com temas geradores, partindo dos interesses e da realidade dos alunos, tornando o aprendizado mais significativo. Segundo o autor a escola deveria ter o objetivo de “ensinar a ler o Mundo para poder transformá-lo”. A bagagem de conhecimento e as experiências trazidas pelos alunos são grandes aliados e servem como base para a construção de novos conhecimentos.

Enquanto na concepção ‘bancária’(...) o educador vai ‘enchendo’ os educandos de falso saber, que são os conteúdos impostos; na prática problematizadora, vão os educandos desenvolvendo o seu poder de captação e de compreensão do mundo que lhes aparece, em suas relações com eles não mais como uma realidade estática, mas como uma realidade em transformação, em processo (FREIRE, 1993, p. 71).
     

          Em seus estudos nos mostra como foi significativa a aprendizagem por temas geradores em turmas de alfabetização EJA. Mas, acredito que esta forma de ensina pode ser trabalhada em outras faixas etárias e modalidades de ensino. As diretrizes curriculares propostas para a Educação Infantil estabelecem o uso dos conhecimentos dos alunos como ponto de partida para novas aprendizagens:

É, portanto, função do professor considerar, como ponto de partida para sua ação educativa, os conhecimentos que as crianças possuem, advindos das mais variadas experiências sociais, afetivas e cognitivas a que estão expostas. Detectar os conhecimentos prévios das crianças não é uma tarefa fácil. Implica que o professor estabeleça estratégias didáticas para fazê-lo. Quanto menores são as crianças, mais difícil é a explicitação de tais conhecimentos, uma vez que elas não se comunicam verbalmente. A observação acurada das crianças é um instrumento essencial nesse processo. Os gestos, movimentos corporais, sons produzidos, expressões faciais, as brincadeiras e toda forma de expressão, representação e comunicação devem ser consideradas como fonte de conhecimento para o professor sobre o que a criança já sabe. Com relação às crianças maiores, podem-se também criar situações intencionais nas quais elas sejam capazes de explicitar seus conhecimentos por meio das diversas linguagens a que têm acesso. (BRASIL, 1998, p. 33)

        É importante que o professor seja um observador, ter o olhar atento para conhecer seus alunos, compreender o que já sabem e assim poder planejar suas ações. Através do dialogo também é possível observá-los
      Em meu estágio curricular obrigatória na Educação Infantil pude trabalhar com projetos de aprendizagem, partindo de temas do interesse dos alunos, através de observação foi possível identificar os assuntos. Um exemplo foi quando trabalhamos os animais que voam, uma aluna visualizou um pássaro em cima da escola, trazendo em seu bico uma minhoca, surgiram várias hipóteses e questionamentos.
         É muito gratificante ver os alunos falando sobre algo que é de seu conhecimento, sentem-se seguros e ficam encantados ao realizar novas descobertas.


terça-feira, 11 de junho de 2019

Planejamento em Ação




       Planejar faz parte da ação pedagógica, devemos ter em mente o que pretendemos, quais os objetivos queremos atingir para assim buscar atividades e recursos adequados. Numa proposta inovadora podemos contar com o auxílio dos alunos, que buscaram alternativas para responder as questões norteadoras, que podem partir do interesse e curiosidades. Nesta perspectiva é necessário repensar o currículo, de forma a desenvolvê-lo de forma integrada e assim estabelecendo maior significado.

Um olhar interdisciplinar atento recupera a magia das práticas, a essência de seus movimentos, “O conhecimento nasce dos movimentos contidos nas dúvidas, nos conflitos, nas perguntas/respostas, nas certezas/incertezas que são vivenciadas na 20 solução e ou/propostas, alternativas em superar, assumir, atuar, agir nessa ambigüidade do ser. (FAZENDA,1994)
     
    Em meu estágio curricular em docência na Educação Infantil, trabalhei com projetos de aprendizagem. Constatei que a partir de um determinado tema, de interesse dos alunos, é possível desenvolver diferentes áreas do conhecimento. Trabalhando com animais, além de questões de habitat, alimentação, características, podemos trabalhar questões lógico-matemáticas, através de contagem,  medidas, seriação, questões motoras em brincadeiras de imitações, entre outras. Cabe ao professor buscar alternativas para englobar diferentes áreas do conhecimento. E se avaliar que determinada atividade não teve o resultado esperado, poder adaptá-la de forma a atender os objetivos estabelecidos.
     Planejar exige conhecimento da turma, observação, reflexão e pesquisa, visando atender tanto o currículo como as demandas da turma, do contexto social a qual está inserida a comunidade.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Expectativas para o estágio



Antes de iniciar meu estágio trouxe as seguintes indagações:

      “Chegou o eixo 8 do Pead, neste semestre será nosso estágio docente. São muitas expectativas, sobre como vai ser, qual professor irá orientar, como trabalhar com ferramentas digitais, sendo que são poucas disponíveis na escola e meus alunos são de turma de jardim 1 ( 4 e 5 anos). Espero que esta experiência e as trocas com colegas, professores e tutores possam contribuir para enriquecer meu trabalho em sala de aula. Acredito que será um momento de grandes reflexões e muita aprendizagem, através das trocas. Penso que o estágio é um momento de inovar, trazer novos recursos e metodologias, adequando para faixa etária e projeto. Já tenho observado minha turma, buscando possíveis temas para desenvolver projetos de aprendizagem. Estou um pouco ansiosa em relação ao TCC, sobre qual dados coletar e o tema que irei escolher para escrever. Este será, com certeza, um semestre de bastante trabalho, onde a organização do tempo será um aliado para poder planejar, fazer as reflexões, coletar dados, já pensar no TCC, além da dedicação a cadeira eletiva, cursos e a interdisciplina de Seminário Integrador.”
          Atualmente, tendo concluído meu estágio, posso dizer que este foi um momento de muita reflexão, de retomar a teoria e trazer para a prática de sala de aula. Com certeza a organização do tempo foi fundamental para organizar o planejamento, recursos e reflexões. As dicas da professora orientadora, assim como os relatos e sugestões das colegas foram muito importantes e contribuíram para enriquecer meu trabalho.  Sinto-me realizar em relatar que consegui inovar, trazer novas propostas que encantaram tanto os alunos como os familiares, procurei trabalhar com tecnologias, mas como a escola não dispunha de recursos, utilizei de uso pessoal. Os alunos tiveram a oportunidade de ser protagonistas na construção do conhecimento, sendo que trabalhamos com projetos de aprendizagens, com temas de interesse dos alunos. O tema para o TCC surgio de algo que fez parte de todo meu estágio, que foi o trabalho com projetos de aprendizagem, cuja questões de pesquisa é “ Como trabalhar projetos de aprendizagem com crianças pequenas na Educação Infantil?”.
          O Pead, me transformou enquanto profissional de educação e acredito que o professor deve estar sempre buscando se qualificar em busca de uma educação inovadora e de qualidade, pretendo continuar me qualificando para ser um diferencial na vida de meus alunos.


Refletindo sobre a prática no PEAD




      Segundo Freire, pensar certo o ensinar "coloca o professor ou, mas amplamente, à escola, o dever de não só respeitar os saberes com que os educandos, sobretudo das classes populares, chegam a ela” (FREIRE, 2015, p. 31). Cada aluno traz consigo uma bagagem de conhecimentos e vivências que podem ser compartilhados e contribuir para o processo ensino- aprendizagem. É necessário que se estabeleça diálogo entre alunos e professores, e não de dominação, tendo em vista que “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (FREIRE, 2015, p. 25), através do diálogo o professor transmite segurança ao aluno e possibilita deixar fluir as curiosidades do aluno.

      O professor deve "Saber que ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou a sua construção” (FREIRE, 2015, p. 47), por diversos momentos, em sua obra, o autor insiste que o professor necessita compreender que "ensinar não é transferir conhecimento", para que haja aprendizagem é necessário que se adquira compreensão sobre o que está sendo estudado, além de estabelecer relações significativas, faz-se necessário a construção de relações que envolvam o respeito, a autonomia e a curiosidade do educando.

       Nesta perspectiva, aluno e professores tornam-se criadores, instigadores, inquietos, curiosos, persistentes e humildes.

       O Pead trouxe esta reflexão sobre como ser professor, que tipo de aluno quer formar e como deve ser o ensino/aprendizagem. Através do curso pude repensar minha prática e procurar ser uma professora melhor, tendo um olhar diferenciado e reflexivo sobre meus alunos, suas necessidades e interesses.


http://janapead2.blogspot.com/2017/08/refletindo-sobre-pratica-no-pead.html

domingo, 9 de junho de 2019

Avaliação na Educação Infantil

Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998), a avaliação deve ser uma prática sistemática e contínua, tendo como principal objetivo a melhoria da ação educativa. Conforme a Lei nº 9.394 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996), o ato avaliativo na Educação Infantil, deve ocorrer sem o objetivo de promoção, mas com a finalidade de acompanhar o desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social.
O professor de Educação Infantil deve ser observador, para poder detectar o que os alunos são capazes de fazer, o conhecimento prévio que trazem e que estão aprendendo. Através da observação é possível detectar quais as necessidades precisam ser trabalhadas, os interesses para construir projetos.
Avaliação nesta faixa etária não é algo que seja feita em um determinado momento especifico, deve ocorrer diariamente. Para auxiliar pode-se fazer registros. Eu trabalho com Educação Infantil, mantenho um caderno de registro que irá me auxiliar no final do semestre a elaborar um parecer descritivo, contendo a trajetória do aluno.
A avaliação serve não apenas para verificar o que os alunos sabem, mas também para que o professor possa avaliar sua prática.
Para Hoffmann (2012) a avaliação na Educação Infantil é, pois, “um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo tempo e em vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, a melhoria do objeto avaliado” (HOFFMANN, 2012, p. 13). A partir da avaliação é possível repensar o planejamento e procurar novas alternativas para alcançar os objetivos propostos.


sexta-feira, 7 de junho de 2019

Análise do Blog

   Segundo Kleiman,

A compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimento prévio: o leitor utiliza a leitura o que ele já sabe, o conhecimento adquirido ao longo de sua vida. É mediante a interação de diversos níveis de conhecimento, como o conhecimento linguístico, o textual, o conhecimento de mundo, que o leitor consegue construir o sentido do texto. E porque o leitor justamente utiliza diversos níveis de conhecimentos que interagem entre si, a leitura é considerada um processo interativo. Pode-se dizer com segurança que sem engajamento do conhecimento prévio do leitor não haverá compreensão (1989, p. 13).
     
      As leituras realizadas nas interdisciplina do PEAD, o uso do conhecimento prévio (minha prática docente) contribuíram para a construção deste blog. Posso afirmar, que esta escrita ao longo dos semestres contribuíram para uma evolução linguística, comparando os textos desde o primeiro eixo é possível ver o crescimento do nível de exigência da escrita, ou seja, passei a cobrar uma escrita mais reflexiva e contextualizada, proporcionando aos leitores uma melhor compreensão, através dos relatos de experiências.
    Percebo que estou mais exigente com a escrita, muitas vezes lendo e relendo minhas produções. Observando se há interação entre referencial teórico e o desenvolvimento da prática. Através das leituras, o professor é capaz de refletir sobre novas propostas e até repensar deu fazer pedagógico, visando uma educação de melhor qualidade para seus alunos.
      No início da construção deste espaço apenas fazia resumos de trabalhos ou de como tinha sido as propostas de atividades da semana, com o tempo foi mudando o tipo de postagem, buscando trazer reflexões sobre as leituras realizadas.
       A leitura é uma grande aliada no processo de escrita, tanto para conceitos apresentados quanto no aprendizado de sua estrutura e ampliação do vocabulário.








quinta-feira, 6 de junho de 2019

Ser professor



      Para mim ser professor era um sonho de criança, uma brincadeira, que com o passar do tempo se tornou realidade. Após me formar no magistério, segui a carreira, muito focada no papel do professor que fez parte da minha história, o professor tradicional, mesmo trabalhando com Educação Infantil, percebo hoje que na maioria das vezes trazia atividades prontas, com temas que eu julgava interessante.
      Com os estudos do PEAD comecei a pensar que tipo de professora gostaria de ser. E tive a oportunidade de inovar, experimentar muitas questões trazidas nas interdisciplinas. O meu olhar com relação as crianças mudou, estou mais atentas as indagações e necessidades de cada criança. Atualmente trabalho com projetos de aprendizagem, partindo dos interesses dos alunos e dando a oportunidade de participarem ativamente da construção das aprendizagens.

Temos encontrado que esta inversão de papéis pode ser muito significativa. Quando o aprendiz é desafiado a questionar, quando ele se perturba e necessita pensar para expressar suas dúvidas, quando lhe é permitido formular questões que tenham significação para ele, emergindo de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais, passa a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas. Quem consegue formular com clareza um problema, a ser resolvido, começa a aprender a definir as direções de sua atividade. (FAGUNDES, 1999, p. )

     Muitas vezes me sentir desafiada e não tinha certeza se estava fazendo certo, mas é experimentando, questionando, errando e fazendo de novo, buscando novas alternativas, que aprendemos.
     Percebo que ser professor na atualidade não está sendo fácil, nos deparamos com falta de recursos e de valorização professor. Mas, não devemos nos acomodar, devemos lutar para uma melhor qualidade no nosso ensino. Sinto orgulho de poder dizer que estou fazendo minha parte, procurando qualificação e em pequenas ações que estão transformando minha sala de aula em um ambiente desafiador e construído com o auxílio dos alunos e familiares.


sábado, 1 de junho de 2019

Ser reflexivo


      O PEAD vem proporcionando uma reflexão constante com relação a nossa prática pedagógica. Sobre a necessidade de inovar para atender as demandas da sociedade atual. O professora deve ser reflexivo , estar aberto a mudanças, a buscar novos recursos, principalmente no que se refere a tecnologias. Sabemos que muitas escolas dispõem de poucos recursos, mas segundo Fagundes:

Conseguir alguns computadores é só o começo. Depois é preciso conectá-los à internet e desencadear um movimento interno de buscas e outro, de trocas. Cabe ao professor, no entanto, acreditar que se aprende fazendo e saindo da passividade da espera por cursos e por iniciativas da hierarquia administrativa (FAGUNDES, 1999, p. 25).

       O professor inovador, vai a busca de alternativas para auxiliar no seu trabalho, procura participar de formações e se atualizar. Não deve se acomodar ao trivial, deve se desacomodar e propor novos desafios, na busca de uma melhor qualidade no processo de ensino/ aprendizagem. Em meu estágio curricular em docência na Educação Infantil em diferentes momentos usei recursos próprios visando oferecer a oportunidade de usar recursos tecnológicos, como por exemplos fotografias utilizando smartfone. 
       O professor deve ser observador e reflexivo, ao mesmo tempo que tem o papel de instigar seus alunos a serem cidadãos críticos.



domingo, 12 de maio de 2019

Projetos de Aprendizagem


      Durante meus estudos no PEAD, o estudo que mais me chamou atenção foi quanto aos projetos de aprendizagem, partindo do interesse dos alunos. Segundo Fagundes:
Quando falamos em “aprendizagem por projetos” estamos necessariamente nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo
sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já
pensava antes. (FAGUNDES, 1999, pg 16)
      Sendo assim, devemos antes de iniciar um projeto, saber que os alunos trazem consigo conhecimentos prévios que podem servir como base e trazer certezas e dúvidas sobre determinado tema. Como trabalho com Educação Infantil, por vezes me questionei como trabalhar com projetos de aprendizagem com crianças de jardim. De acordo com Fagundes, pensando na idade pré-escolar:

O que ocorre quando se oferecem diferentes situações para os alunos escolherem os materiais e as atividades que mais lhes interessem? E, quando estão interessados, eles aprendem a se organizar e a produzir? É possível afirmar que eles desenvolvem seus projetos quando fazem seus desenhos? Armam suas brincadeiras? Praticam seus jogos? Inventam suas histórias? (FAGUNDES, 1999, p 18)
      O objetivo do projeto é validar as certezas e construir conceitos para as dúvidas que surgiram. O professor deve ser um desafiador, neste processo e incentivar os alunos em suas pesquisas. Os alunos passam a ser protagonistas no processo de aprendizagem, buscando soluções para suas questões.
.      Na Educação Infantil, as crianças são capazes de contribuir com seus conhecimentos e criar suas hipóteses usando a imaginação e seus conhecimentos prévios. Como por exemplo, ao observar os animais que voam, que foi tema de projeto durante meu estágio, alguns alunos viram que levava uma minhoca na boca, disseram que levaria aos filhotes no ninhos, começaram a refletir como é feito o ninho.
     Ao trabalhar com projetos de aprendizagem é possível perceber a empolgação e a felicidade dos alunos ao descobrir suas questões, eles constroem suas hipóteses até chegar ao conceito final


domingo, 28 de abril de 2019

Escola dos Sonhos

     A escola dos meus sonhos, seria um mundo mágico, onde alunos e professores iriam querer sempre estar, pois teriam prazer em aprender e ensinar. O professor teria em mente práticas inovadoras, o espaço teria recursos diversificados, seria criativo e desafiador, o aluno poderia explorar, criar, inventar, descobrir e refletir, além de compartilhar. Direção, professores, alunos e comunidade estariam engajados em projetos buscando uma melhor qualidade de vida, uma sociedade mais justa. A parceria, a democracia estaria presente. O ensino não seria pensado de forma fragmentada, mais sim globalizada. Os alunos aprenderiam lições para a vida, os conteúdos, antes fragmentados agora fariam sentido e seriam usados de forma prática. Todos seriam respeitados com suas diferenças. Sei que nossas escolas estão muito longe se ser a escola de nossos sonhos, mas como professores, devemos pensar que a mudança pode começar em nossa sala de aula, com pequenos atos, que podem ir encantando e fazendo os demais pensar em transformar.


“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”

Paulo Freire

 

     


domingo, 2 de dezembro de 2018

Portfólio de Aprendizagem


     No dia 10 de abril de 2015, dando inicio a este blog de aprendizagem, escrevi a seguinte passagem:

      "O Portfólio é uma forma de acompanhar e avaliar a evolução da aprendizagem. O modelo escolhido para este curso foi o Blog. Este Blog irá conter minha trajetória enquanto aluna do curso de pedagogia da UFRGS, na modalidade à distância. Serão postadas minhas reflexões sobre os temas abordados nas disciplinas, os relatos de minhas vivencias enquanto professora e minhas novas descobertas. Acredito que será uma forma de repensar e avaliar meu conhecimento e minha prática de sala de aula. "

       Hoje relendo meu blog, percebo o quanto foram ricas e produtivas minhas aprendizagens ao logo deste curso, é possível, além de rever minha trajetória, observar o quanto minha prática pedagógica foi aperfeiçoando. Atualmente tenho um olhar diferenciado com meus alunos, procuro observá-los, nos diferentes momentos da nossa rotina, para assim perceber as necessidades e interesses, que irão nortear minha prática pedagógica. De acordo com Hernándes, Fernando (2000,p.166) o portfólio é:

 ...” um continente de diferentes tipos de documentos (anotações pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controles de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc) que proporciona evidências do conhecimento que foram sendo construídos, as estratégias utilizadas para aprender e a disposição de quem o elabora para continuar aprendendo”.

        Com certeza o portfólio e um grande instrumento avaliativo, pois através dele encontramos evidências das aprendizagens, nos diferentes recursos utilizados. Com o decorrer do curso percebo que esta ferramenta auxiliou no processo de escrita, a buscar referenciais teóricos para embasar as reflexões e procurar sempre contextualizar com minha prática. A volta ao blog, para diferentes leituras neste semestre contribuiu para relembrar atividades realizadas desde o primeiro semestre e contribuiu com sugestões para trabalhar em meu estágio.
         Percebo que as aprendizagens e reflexões foram muitas e fico muito feliz de hoje perceber o quanto o PEAD foi rico em aprendizagens e me fez hoje uma profissional mais qualificada.

http://janapead2.blogspot.com/2015/04/portfolio-de-aprendizagem.html
     

domingo, 25 de novembro de 2018

Alfabetização e Letramento



" Nenhuma criança chega à escola ignorando totalmente a língua escrita. Elas não aprendem porque veem e escutam, ou por ter um lápis e papel a disposição, e sim porque trabalham cognitivamente com o que o meio lhes oferece.( Emília Ferreiro)"

      Trabalho na Educação Infantil, numa turma de jardim, 4 a 5 anos e percebo o reconhecimento por parte dos alunos quanto a linguagem escrita, além da vontade de descifrar estes códigos, este ano uma aluno aluna chegou a falar:" prof me ensina a ler". Nesta idade já criam suas hipóteses de leitura, utilizando livros de histórias, revistas, encartes, e de escrita através de jogos e desenhos, alguns alunos já escrevem algumas letras.



"Há crianças que chegam à escola sabendo que a escrita serve para escrever coisas inteligentes, divertidas ou importantes. Essas são as que terminam de alfabetizar-se na escola, mas começaram a alfabetizar muito antes, através da possibilidade de entrar em contato, de interagir com a língua escrita. Há outras crianças que necessitam da escola para apropriar-se da escrita. (Ferreiro, 1999, p.23)"



    Cada criança tem seu ritmo e isso deve ser respeitado no processo de alfabetização. Alguns são estimulados em casa e com isso demostram interesse maior do que os demais alunos. A escolar de Educação Infantil deve oportunizar o contato com a linguagem escrita, sem a intenção de alfabetizar, oportunizando em seu espaço diferentes recursos para explorar como livros, revistas, encartes, jogos, entre outros. Com o objetivo de mostrar a importância da escrita. Nesta perspectiva, Ferreiro (2001) destaca:

Para que a criança faça relação com a escrita e que tenha contato fora da escola e dentro, é necessário apresentar todo tipo de material escrito que for possível na sala de aula e, em cada classe de alfabetização, deve haver um canto ou área de leitura onde se encontram não só livros bem editados e bem ilustrados, mas também qualquer material que contenha escrita (FERREIRO, 2001, p.33).

     Sendo assim, como professora, meu papel é oportunizar momentos de exploração, descobertas e criação de hipóteses. 


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Contribuição da Literatura Infantil no processo ensino- aprendizagem

     Através da Literatura Infantil, pode-se trabalhar diferentes temas na Educação Infantil, além de proporcionar um momento mágico, onde será desenvolvida a atenção  a imaginação. Podemos usar diferentes recursos como por exemplo músicas, poesias e livros.

     De acordo com o poeta José Paulo Paes : "A poesia não é mais do que uma brincadeira com as palavras. Nessa brincadeira, cada palavra pode e deve significar mais de uma coisa ao mesmo tempo: isso aí é também isso ali. Toda poesia tem que ter uma surpresa. Se não tiver, não é poesia: é papo furado."

   Poesias tem a capacidade de despertar a sensibilidade, criatividade, contato com outro tipo de linguagem, muitas vezes podem abordar a realidade dos alunos. Durante o projeto "Que bicho é esse?", surgiu a curiosidade sobre as borboletas e para enriquecer a pesquisa utilizei a poesia "Borboletas" de Vinícios de Moraes, onde além de trabalhar a linguagem, os alunos tiveram a oportunidade de identificar as cores. 

     Diferentes temas como por exemplo o respeito, pode ser trabalhado através de histórias. Segundo o artigo: " A diferença étnico-racial em livro brasileiros: análise de três tendências contemporâneas", de Edgar R. Kirchof, Iara T. Bonin e Rosa M. H. Silveira, observa-se um aumento no número de livros infantis no Brasil, voltados para temas étnicos-raciais, principalmente após o decreto da lei 10.639 de 2003, que inclui no currículo das escolas a obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana. Três tendências são destacadas: Racismo, Cultura, Diversidade Cultural e Diferenças, acredito ser temas que devem ser trabalhados durante o ano letivo e não apenas na semana da consciência negra.

   Podemos trabalhar a narrativa não apenas com textos, livros, podemos usar a música, o teatro, rodas cantadas, na Educação Infantil podemos explorar riquíssimas possibilidades fazendo o uso da Literatura. Durante o estágio pude utilizar várias histórias para nortear meu trabalho, sobre os animais. Como por exemplo "A fantástica fabrica de bichos" de Ruth Rocha, onde os alunos viajaram pelo mundo encantado dos bicho e com muita criatividade montaram a máquina da turma com sucatas.

     A Literatura tem sido uma grande aliada na minha prática docente, contribuindo assim para uma aprendizagem significativa e construtiva.

http://janapead2.blogspot.com/2016/04/a-arte-da-palavra-literatura.html

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Construindo conhecimentos através de projetos de aprendizagem

      Durante o curso PEAD, minha visão sobre projetos foi se modificando. Antes trazia temas prontos, que eu julgava seria interessante trabalhar com a turma, muitas vezes sem conhecer os alunos.
      Hoje percebo a importância de antes de escolher o tema observar a turma e reconhecer seus interesses e necessidades. Já me aventurei algumas vezes, durante o curso a trabalhar com temas de interesse dos alunos e com certeza a aprendizagem torna-se mais dinâmica e interessante. Quando os alunos passam a perceber que podem contribuir com idéias, sugestões de temas e atividades, passam a ser os reais protagonistas na construção de seus conhecimentos. De acordo com ZABALLA:

Será necessário oportunizar situações em que os alunos participem cada vez mais intensamente na resolução das atividades e no processo de elaboração pessoal, em vez de se limitar a copiar e reproduzir automaticamente as instruções ou explicações dos professores. Por isso, hoje o aluno é convidado a buscar, descobrir, construir, criticar, comparar, dialogar, analisar, vivenciar o próprio processo de construção do conhecimento. (ZABALLA, 1998)

        Atualmente, em meus estágio, estou desenvolvendo o projeto "Que bicho é esse?", tema que surgiu a partir do grande interesse da turma pelos bichinhos que encontravam no solário e pracinha. Durante o projeto foram surgindo vários questionamentos que auxiliaram na construção dos planejamentos, como por exemplo: "Quais animais nascem do ovo?", "Pra que serve a gosma da lesma", " Os cavalos dormem em pé ou deitado?".
Observando insetos com lupa.

    Para Hernández (1998), na prática do trabalho com projetos, os alunos adquirem a habilidade de resolver problemas, articular saberes adquiridos, agir com autonomia diante de diferentes situações que são propostas, desenvolver a criatividade e aprender o valor da colaboração. Sendo assim, o aluno se sentiu a vontade de propor uma nova atividade. Durante nossas conversas os alunos trazem seus questionamentos, hipóteses e juntos vamos desvendando as curiosidades. Estou muito orgulhosa do quanto meus alunos aprenderam neste semestre, através do projeto, trabalho com uma turma de jardim 1, eles tem entre 4 e 5 anos. Muitos pais já relataram que eles chegam em casa contando as novidades que aprenderam na escola.


         Com certeza, o PEAD foi de importância fundamental para revisar minhas práticas e modificá-las, visando trazer um ensino mais significativo para meus alunos. Aprendizagens que com certeza levarão para a vida.

http://janapead2.blogspot.com/2016/05/projeto-de-aprendizagem.html

domingo, 18 de novembro de 2018

Sustentabilidade : Desenvolvendo atitudes para melhorar o planeta



      Atualmente um dos assuntos de grande importância para a humanidade é a questão da sustentabilidade, poder reaproveitar o lixo em nosso benefício com o objetivo de preservar os recursos naturais. A escola deve estar mobilizada nesta luta, a conscientização deve acontecer desde cedo, nós educadores temos a oportunidade de fazer nossos alunos refletir e compreender a importância destas ações para o futuro do nosso planeta, entender os cuidados que devemos ter com o meio ambiente e criar estratégias para minimizar os efeitos negativos de atitudes incorretas que afetam nosso mundo.


     Em postagem do blog de 29 de novembro de 2016 citei um dos textos lidos na interdisciplina Representação do Mundo pelas ciências Naturais: 

"Com e leitura do texto: "O índio brasileiro" de Baniwa, percebemos a importância que os povos indígenas dedicam a natureza, reconhecendo que devemos conhecê-la e respeitá-la, este ensinamento deve ser passado aos nossos alunos, através das aulas de ciências através de pesquisas, experimentações e atitudes sustentáveis."
    Neste semestre percebi que através do trabalho que realizei com meus alunos, sobre o lixo e os cuidado,  com o meio ambiente, teve repercussão nas famílias, pois as crianças começaram a cobrar atitudes positivas.
        É através das pequenas ações do dia-a-dia na escola que estaremos conscientizando a todos sobre a importância do cuidado com nosso planeta.

http://janapead2.blogspot.com/2016/11/as-ciencias-e-vida-sustentavel.html

domingo, 11 de novembro de 2018

Pensamento infantil

    Conforme relatei na postagem do blog do dia 20 de novembro de 2016, sobre o que observo em meus alunos quanto ao pensamento infantil:


"As crianças desta faixa etária, 4 e 5 anos, buscam respostas para suas hipóteses relacionadas ao que conhecem, por isso cabe ao professor propiciar a aquisição de novas informações e descobertas, através de pesquisas e experimentações, para assim ampliar seu conhecimento de mundo."

      Paulo Freire relata: “Proponho e defendo uma pedagogia crítico dialógica, uma pedagogia da pergunta”. (FREIRE, 2000, p.83). Sendo assim, nesta perspectiva professor deve ser um observador e estar atentos as inquietações e curiosidades dos alunos, para assim instigar os alunos na busca pelo conhecimento, questionando e fazendo-os refletir, pesquisar. Neste semestre, trabalhando com projetos de aprendizagens, muitas questões trazidas pelos alunos nortearam meus planejamentos, ao observar os caracóis no pátio da escola uma aluno perguntou, pra que serve as gosma dele? Devolvi a pergunta pra turma, surgiram várias hipóteses, em seguida partimos para a pesquisa para conseguir responder a pergunta e outras foram surgindo propiciando novas pesquisas.
      Acho de fundamental importância para a aprendizagem o diálogos entre professor e aluno para uma troca e construção significativa.

http://janapead2.blogspot.com/2016/11/pensamento-infantil.html

domingo, 4 de novembro de 2018

A importância do Brincar na Educação Infantil

     Quando inciei meu trabalho com a Educação Infantil, a 17 anos atrás, não identificava a importância fundamental do brincar na aprendizagem das crianças pequenas, trabalhava de forma mais tradicional e focava meu fazer pedagógico em trabalhinhos prontos. Hoje reconheço que através da brincadeira trabalhamos diversos objetivos de forma mais significativa e prazerosa. Na interdisciplina Ludicidade e Educação tivemos a oportunidade de voltar a ser criança e brincar durante a aula, com certeza foi a cadeira que mais marcou pra mim, pois vivenciamos na prática o que estávamos estudando.
     Na brincadeira aprendemos a nos relacionar, lidar com as frustrações, respeitar regras, criar vínculos de amizade, aprendemos conteúdos, criamos hipóteses além de ser momentos prazerosos. De acordo com WENNER (2011): 

Incorporar atividades lúdicas ao cotidiano é fundamental para o 
desenvolvimento social, emocional e cognito, tanto de crianças 
quanto de adultos, além de contribuir para aumentar a criatividade,
 diversão, faz bem a saúde do corpo.

   Atualmente as crianças não tem a oportunidade de estarem brincando nas ruas, como acontecia em nossa infância, por questões de segurando, sendo assim acabam passando muito tempo em casa, onde muitas vezes preferem fazer o uso de tecnologias. A escola acaba sendo um espaço onde tem a oportunidade de socializar e brincar. Muitas vezes quando proponho uma brincadeira do meu tempo de infância percebo que poucos ou nenhum aluno conhece. Observo ainda que existe uma grande dificuldade em respeitar a regras, esperar sua vez e lidar com a perda. Um exemplo aconteceu durante meu estágio, durante a brincadeira "Arranca rabo", onde cada aluno ganhou um rabinho de TNT e deveria tentar arrancar os rabinhos dos colegas, teve aluno que chorou e outros que até ficaram bravos e brigaram com os colegas por não aceitar que pegaram seu rabinhos. Na dança das cadeiras, tenho um aluno que chora quando não consegue sentar e tem que sair da brincadeira. 
     Mas o lúdico não deve estar presente apenas na educação infantil, deveria fazer parte do nosso cotidiano até a vida adulta, nos tornando pessoas mais felizes e realizadas.

http://janapead2.blogspot.com/2016/07/o-brincar-e-importante-porque.html

sábado, 3 de novembro de 2018

Identidade e Pertencimento no Ambiente Escolar

   Faz parte da construção de sua identidade sentir-se como parte integrante de determinados grupo ou cultura, seja familiar, escolar, religioso, entre outros. Reconhecendo o ambiente em que vive e sua história, tendo autonomia para utilizar os espaços e estabelecendo relações sociais, criando laços de amizade e companheirismo. Segundo Stobart (1996):

 Identidade é um conceito complexo que envolve: língua, religião, memória 
compartilhada e um senso de identidade – às vezes de ressentimento e
 injustiça históricos. É rica em simbolismos: heróis, batalhas ganhas e perdidas, 
hinos nacionais, músicas, poesia, memórias e nomes de ruas.

    Ao ingressar num novo ambiente, como por exemplo, a escola, passamos por um período de adaptação, até sentirmos seguros e pertencentes ao novo ambiente. A nossa identidade é construída através de nossas experiências, individuais e em grupos. O aluno passa a estabelecer vínculos e sentir-se parte integrante deste espaço. Como trabalho na educação infantil, observo a cada ano este processo de passar a fazer parte deste novo grupo, cada aluno tem seu tempo, alguns já chegam interagindo e logo estão integrados, outros precisam de um tempo maior, neste ano na turma de jardim 1 recebi três alunos novos, agora perto do final do ano letivo vejo como eles e as famílias já sentem-se pertencentes ao ambiente. 
      Participando da rotina, organização e da construção do conhecimento/ projetos faz parte da construção da identidade do ambiente ao qual pertence. A escola funciona seguindo uma organização do tempo, seja na organização diária, seriação, semestres, trimestres, bimestres, além de um currículo com a grau de dificuldade relacionado ao desenvolvimento humano. Segundo Marques (2001), em relação "O tempo é concebido de forma linear, onde os eventos constituem uma sucessão de acontecimentos cronologicamente ordenados. A relação entre o "era" (passado), o "não é mais" (presente) e o "vir a ser" (futuro) obedece, assim, a uma sucessão linear de mudanças.", sendo assim percebemos na escola que existem conteúdos que são pré requezitos para conhecimentos futuros obedecendo uma ordem linear. Nesta perspectiva entende-se que todas as crianças deveriam aprender no mesmo ritmo para assim passar para etapa seguinte, mas cada um tem seu próprio ritmos assim muitos acabam ficando para trás, sendo reprovado por não atingir os objetivos estipulados para aquele período de tempo.

As diferentes formas de perceber, de pensar, de sentir da criança passam a ser vistas como ausências de saber. Os caminhos percorridos pelas crianças, na maioria das vezes, desconhecidos para a escola, não são reconhecidos como passíveis de levar ao aprendizado. O que termina acontecendo é que as crianças que não acompanham o tempo da escola vão ficando para trás... [...] Na medida em que a criança não acompanha o “tempo” da sua turma, que é o “tempo” imposto pela escola, ela é posta de “lado”. A criança se perde no tempo, deixando de existir para a escola e para a professora como se o tempo para ela parasse (SAMPAIO, 2002, p. 186-187). 

http://janapead2.blogspot.com/2016/12/pertencimento-e-identidade.html

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Representação do Mundo pela Matemática

     A matemática está muito presente no nosso cotidiano, sendo assim é de importância fundamental desenvolver seus conceitos no ambiente escolar aumentando sua complexidade de acordo com os níveis de desenvolvimento, desde as crianças pequenas: 

     A classificação é iniciada na educação infantil e retomada nas séries iniciais em níveis diferentes de abordagem. A partir dessa fase de escolarização entramos num processo de elaboração e reelaboração por parte do aluno, desde a captação intuitiva das ideias básicas e sua aplicação a situações problema, até em se tratando da utilização do pensamento lógico.( Lorenço, Baiochi, Texeira,2012)


     Além da classificação, outros conceitos são iniciados na Educação Infantil, como seriação, ordenação, quantidade, adição, subtração, formas, mas trabalhamos de forma lúdica com jogos e brincadeiras, durantes atividades da nossa rotina. Através do concreto o aluno vai abstraindo os conceitos e realizando as atividades propostas utilizando a lógica matemática. Neste processo os alunos tem a oportunidade de criar suas hipóteses, por exemplo ao observar tampinhas de cores diferentes, será que tem mais tampinhas vermelhas ou azuis?, os alunos com esse questionamento são convidados a observar, criar hipóteses e em seguida através da contagem chegar a resposta. 
  
Encorajar a criança a estar alerta e colocar todos os tipos de objetos, eventos e ações em todas as espécies de relações. A pensarem sobre números e quantidades de objetos quando estes sejam significativos para elas. Encorajar a criança a quantificar objetos logicamente e a comparar conjuntos e a fazer conjuntos com objetos móveis. (Kamii, 1986, p.16).

  Quando estabelecemos relações do que está sendo estudado com a realidade do aluno, a aprendizagem torna-se mais significativa. O aluno precisa saber por que e para que serve o conteúdo, de forma prática, através da experimentação.
    Muitos conteúdos serão de grande utilidade na vida adulta, como as questões de localização, noção de espaço, formas e lateralidade, que são amplamente desenvolvidos na Educação Infantil, quando o aluno aprende a se localizar no ambiente escolar e através da rotina passa a compreender a noção de tempo.
      Trabalho com a Educação Infantil, com uma turma de Jardim 1, em diferentes momentos de nossa rotina procuro trazer questões matemática, como por exemplo num momento de culinária, quando contamos os ingredientes, quantos temos que acrescentar, quanto já colocamos, quanto falta?, contamos quantos alunos estão presentes, entre outros.
     A partir das reflexões e sugestões no decorrer do curso PEAD, passei a introduzir diferentes jogos que propiciam a classificação, ordenação e seriação, além de instigar a reflexão durante os momentos de conversa na rodinha. 
     O professor como mediador da aprendizagem deve proporcionar situações problemas envolvendo o cotidiano, onde o aluno seja capaz de refletir, experimentar e buscar soluções, propiciando assim momentos de descoberta.

Exemplo de jogos que confeccionei durante o estágio:
Classificar as tampinhas de acordo com as cores.
Ordenar de acordo com o pré estabelecido.


quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Escola: ambiente de construção do conhecimento



     Nós educadores, temos na atualidade um grande desafio, de repensar a educação e as práticas de nossas escolas, onde ainda encontramos modelos extremamente tradicionais, em uma pedagogia diretiva, onde segundo BECKER:


" Para configurá-lo é só entrar numa sala de aula; é pouco provável que a gente se engane. 
O que encontramos aí? Um professor que observa seus alunos entrarem na sala, aguardando 
que se sentem, que fiquem quietos e silenciosos." (BECKER, 1994)



       Pensar uma escola que propicie uma real construção do conhecimento, é reconhecer que o aluno é o protagonista e não um ser oprimido que não tem a oportunidade de refletir, questionar e estabelecer significados. Paulo Freire, em seu livro Pedagogia do Oprimido, já questionava a qualidade da educação, segundo o método de ensino.



“A pedagogia tem de ser forjada com ele (o oprimido) e não para ele, enquanto homens 
ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade. Pedagogia que faça 
da opressão e de suas causas objeto da reflexão dos oprimidos, de que resultará o seu 
engajamento necessário na luta por sua libertação, em que esta pedagogia se
 fará e refará."

(FREIRE, Paulo. Pedadgogia do Oprimido, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.)


      Já em Pedagogia da Autonomia FREIRE nos faz refletir sobre nossa prática. A importância de levar em conta os conhecimentos prévios dos alunos, como ponto de partida para novas aprendizagens. O professor deve ser um facilitador proporcionando momentos de interação e descobertas. O PEAD tem proporcionado além de grandes reflexões o aprimoramento de minha prática, atualmente procuro observar e escutar mais meus alunos para perceber os interesses e necessidades, para então planejar e poder tornar a aprendizagem significativa para meus alunos.

         Em uma pedagogia relacional o professor traz a proposta sobre um tema significativo, onde o aluno tem a oportunidade de interagir e problematizar sobre o tema, de acordo com BECKER o professor:


"Propõe que eles explorem este material - cuja natureza depende do destinatário: crianças 
de pré-escola, de primeiro grau, de segundo grau, universitários, etc.
 Esgotada a exploração do material, o professor dirige um determinado número de perguntas, explorando, sistematicamente, 
diferentes aspectos problemáticos a que o material dá lugar. Pode solicitar, em 
seguida, que  os alunos representem - desenhando, pintando, escrevendo, fazendo cartunismo, teatralizando, etc. - 
o que elaboraram. A partir daí, discute-se a direção, a problemática, o material da(s) próxima(s) aula(s)." (BECKER, 1994)




  Atualmente, a cada novo tema trabalhado, procuro escutar os alunos, faço questionamentos para que possam criar suas hipóteses. Mesmo trabalhando na Educação Infantil, percebo a importância do registro, seja através de desenhos, confecções com sucatas, teatros ou outras propostas, para verificar a compreensão a cerca do que está sendo trabalhado. 

   O currículo não deveria ser algo fechado, mas sim adequá-se a realidade e as necessidades da comunidade. 

  Outra questão que me aflige enquanto educadora é a avaliação. Segundo MÉNDEZ, " A avaliação deve constituir uma oportunidade real de demonstrar o que os sujeitos sabem e como sabem. Somente assim o professor poderá detectar a consciência do saber adquirido e a solidez sobre a qual vais construindo o seu conhecimento" . Mas será que as escolas agem assim? Infelizmente ainda encontramos avaliação baseada na quantidade e não na qualidade, onde o grau de conhecimento é medido apenas por uma prova. Na Educação Infantil, como a avaliação não tem o intuito de promoção, acaba sendo flexível, realizo através de parecer descritivo, onde relato as aprendizagens que observei durante o semestre.

      Percebo que ainda existe um longo caminho a percorrer para mudar o sistema escolar, pensando no aluno como centro da aprendizagem. O professor deve repensar sua prática, tornando-se reflexivo e aberto a mudanças

http://janapead2.blogspot.com/2015/06/leitura-pedagogia-da-autonomia.html
http://janapead2.blogspot.com/2015/06/modelos-pedagogicos.html