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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Literatura surda

     Fiquei encantada, com os livros, com personagens surdos apresentados no encontro presencial de Libras pela professora Juliana, assim como, nos ouvintes conseguimos nos identificar com diferentes personagens da literatura, as pessoas surdas também tem esse direito, de poder ver sua cultura em páginas de livros. Alguns exemplos:

        O livro Patinho Surdo conta a história de um patinho surdo que nasce junto a uma família de cisnes ouvintes, ele se sente diferente pois todos usavam a fala e ele sinalizava, sentia-se triste por isso. Até que um dia encontrou sua família de verdade, onde todos sinalizavam, sentiu-se feliz agora. 
    Foi muito interessante a forma como conseguimos compreender uma poesia recitada através de sinais pela professora, através dos gestos e expressões faciais, mesmo não conhecendo a Língua Brasileira de sinais, apenas alguns sinais. 
     Cada vez mais a cultura surda vem ganhando espaço na sociedade, claro que está longe do ideal e precisou de muita luta para ter seus direitos reconhecidos.
     

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Minha experiência em Libras



    Meu primeiro contato com a Língua Brasileira de Sinais foi quando estive na escola Lilia Mazeron em Porto Alegre. Foi muito interessante observar os alunos chegando, encontrando seus pares e conversando, me senti num mundo completamente diferente, não consegui compreender nada que eles estavam dizendo. Algum tempo depois participei do curso de Libras nível 1, no Ceia em Canoas, fiquei encantada, aprendei vários sinais, ganhei meu sinal, mas infelizmente não tive a oportunidade de praticar e acabei esquecendo grande parte do que aprendi. Dois anos depois tive a oportunidade de participar novamente do modulo 1, agora na Escola Municipal de Ensino Fundamental Especial para Surdos Vitória, em Canoas, relembrei os sinais, segui para o modulo 2 onde já estávamos tentando nos comunicar com os alunos da escola, foi proposto apresentar um conto infantil em Libras. 
     No dia 04 de maio tivemos encontro presencial no Pead, da interdisciplina de Língua Brasileira de Sinais, após 8 anos tive contato novamente com esta língua e confesso que a prática é essencial, não lembrava muita coisa, me senti um pouco frustrada, não sei se hoje seria capaz de me comunicar com uma pessoa surda.