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domingo, 4 de novembro de 2018

A importância do Brincar na Educação Infantil

     Quando inciei meu trabalho com a Educação Infantil, a 17 anos atrás, não identificava a importância fundamental do brincar na aprendizagem das crianças pequenas, trabalhava de forma mais tradicional e focava meu fazer pedagógico em trabalhinhos prontos. Hoje reconheço que através da brincadeira trabalhamos diversos objetivos de forma mais significativa e prazerosa. Na interdisciplina Ludicidade e Educação tivemos a oportunidade de voltar a ser criança e brincar durante a aula, com certeza foi a cadeira que mais marcou pra mim, pois vivenciamos na prática o que estávamos estudando.
     Na brincadeira aprendemos a nos relacionar, lidar com as frustrações, respeitar regras, criar vínculos de amizade, aprendemos conteúdos, criamos hipóteses além de ser momentos prazerosos. De acordo com WENNER (2011): 

Incorporar atividades lúdicas ao cotidiano é fundamental para o 
desenvolvimento social, emocional e cognito, tanto de crianças 
quanto de adultos, além de contribuir para aumentar a criatividade,
 diversão, faz bem a saúde do corpo.

   Atualmente as crianças não tem a oportunidade de estarem brincando nas ruas, como acontecia em nossa infância, por questões de segurando, sendo assim acabam passando muito tempo em casa, onde muitas vezes preferem fazer o uso de tecnologias. A escola acaba sendo um espaço onde tem a oportunidade de socializar e brincar. Muitas vezes quando proponho uma brincadeira do meu tempo de infância percebo que poucos ou nenhum aluno conhece. Observo ainda que existe uma grande dificuldade em respeitar a regras, esperar sua vez e lidar com a perda. Um exemplo aconteceu durante meu estágio, durante a brincadeira "Arranca rabo", onde cada aluno ganhou um rabinho de TNT e deveria tentar arrancar os rabinhos dos colegas, teve aluno que chorou e outros que até ficaram bravos e brigaram com os colegas por não aceitar que pegaram seu rabinhos. Na dança das cadeiras, tenho um aluno que chora quando não consegue sentar e tem que sair da brincadeira. 
     Mas o lúdico não deve estar presente apenas na educação infantil, deveria fazer parte do nosso cotidiano até a vida adulta, nos tornando pessoas mais felizes e realizadas.

http://janapead2.blogspot.com/2016/07/o-brincar-e-importante-porque.html

domingo, 3 de julho de 2016

O brincar é importante porque...

     Hoje parei pra refletir sobre a disciplina de Ludicidade na educação, durante todo o semestre uma pergunta esteve sempre presente: Brincar é importante? Por quê? a conclusão que cheguei é que...
... brincar é importante por que...
... aprendemos a nos relacionar;
aprendemos inúmeros conceitos;
aprendemos a lidar com as frustrações;
aprendemos e criamos regras;
canalizamos a agressividade;
refletimos nossa realidade;
criamos hipóteses;
criamos vínculos de amizade;
nos dá prazer;
nos sentimos feliz;
vivemos.





sábado, 11 de junho de 2016

Escravos de Jó

    Variações da brincadeira: Escravos de Jó:
     Após o encontro presencial de Ludicidade, onde tivemos muito dificuldade de realizar a brincadeira sem errar, comecei a pensar como trabalhar com as crianças e pesquisei vários vídeos que mostram diferentes formas de realizar-la, algumas mais simples para trabalhar com as crianças pequenas e outras mais complexas para os maiores. Os próprios alunos podem criar, de acordo com o ritmo, novos movimentos.







Ludicidade e Música

     Esta semana, no PEAD, tivemos o encontro presencial de duas interdisciplinas: Ludicidade e Educação e Música na Escola. O diferencial deste dia foi a forma como foi conduzida a aula, muito prática e reflexiva ao mesmo tempo.
     Na aula de música o que mais me chamou a atenção foi a leitura das partituras, onde os leigos não compreendem o que está escrito, assim como uma pessoa não alfabetização não consegue decifrar os códigos de linguagem escrita. Mas isso não significa que não existam outras formas de "escrita não convencionais", ou seja, partituras a partir de desenhos, símbolos, que podem auxiliar na iniciação músical, assim como uma criança em processo de alfabetização realiza leituras através de imagens.

     Num primeiro momento quando meu grupo recebeu uma partitura apenas com riscos, bolinhas, foi um pouco complicado, tivemos que inventar um som para cada imagem e pensar como seria a apresentação da nossa música, que som cada componente do grupo iria produzir, de forma harmônica. Mas no final fiquei muito satisfeita com o resultado.
     Já na aula de Ludicidade foram propostas algumas brincadeiras. Primeiramente o "Nó humano":


O nó humano


Dinâmicas de integração para Empresas, Instituições e Organizações, jogos cooperativos, tudo isso colabora para a integração do pessoal, de equipes e grupos de trabalho que traçam metas e trabalham para realiza-las. Essa dinâmica de integração para empresas tem por objetivo integrar os participantes em prol de testar a capacidade de cada um para resolver problemas e buscar soluções.


Duração: 10 minutos.

Número de pessoas: 8

Material: nenhum.


Forme um círculo, todos de mãos dadas. Oriente cada um para observar bem que está a seu lado direito e a seu lado esquerdo e frise bem que "Não pode esquecer, nem trocar!". Peça ao grupo que solte as mãos e caminhe livremente pela sala, procurando cumprimentar pessoas diferentes daquelas que estavam a seu lado. Depois de um minuto, peça que parem onde estão.


Peça que cada um procure, sem sair do lugar, dar a mão novamente a quem estava à sua direita e à sua esquerda (quanto mais confusa for esta parte melhor). No final, você deve ter um amontoado de gente.


Agora a brincadeira começa: o objetivo é, sem soltar as mãos, voltar a ter um círculo no centro da sala. O grupo deve conversando entre si, determinar quem passa por baixo de que braços, e por cima de outros braços, até que o círculo fique completo. Podem se formar vários grupos, e fazê-los competir entre si (quem termina mais rápido, quem termina certo, etc..).



Fonte:http://www.esoterikha.com/coaching-pnl/dinamicas-de-integracao-para-empresas-e-organizacoes-jogos-cooperativos.php



     Foi muito bom no final conseguir desatar o nó, ver a felicidade do grupo por ter alcançado o objetivo.

     Em seguida a proposta era brincar de "Escravos de Jó", imaginei que seria muito tranquilo, por ser uma brincadeira conhecida. Deveríamos realizar a brincadeira em três etapas, sem errar, cantada, sussurrada e em pensamento. O grupo era muito grande e foi difícil chegar ao final da parte cantada sem errar, o grupo foi dividido em dois e mesmo assim foi difícil, ao conseguir o grupo vibrou sentindo-se realizado. Alguns colegas que ficaram como observadores perceberam que o erro acontecia quando o copo não era colocado na frente do colega e sim um pouco pro lado, o que dificultava a passagem de forma rápida.


     Como é bom poder parar, brincar, rir, cantar e ao mesmo tempo aprender. Sai do encontro sobre a importância de trazer estes momentos para a sala de aula, de enfrentar desafios, buscar soluções e divertir-se, tornar a aprendizagem prazerosa e significativa.




   

sábado, 4 de junho de 2016

Interdisciplinaridade e Educação

     Desde o início do curso de Graduação Pedagogia EAD da UFRGS, tenho notado uma grande sintonia entre as disciplina e uma grande preocupação por parte dos Professores em trabalhar de forma que as interdisciplinas estejam interligadas, o que proporcionar uma aprendizagem mais significativa. Neste semestre em especial, por trabalhar com a educação infantil, vejo a ludicidade presente em todos os momentos, seja na hora da música, da literatura (hora do conto), onde muitas vezes também temos a música presente, na formação do raciocínio lógico matemático, no processo de alfabetização.
     Trabalho, pela manhã, numa turma de turno jardim 1, tuno integral. Neste ano estou mais focada no conhecimento lógico matemático e minha colega nas demais áreas. Pensando que são crianças de 4 e 5 anos, qual a melhor forma de aprendizagem? Com certeza é através da brincadeira, do lúdico e da experimentação, na busca por recursos para minhas aulas utilizo jogos, brincadeiras, história, músicas, dramatizações. Todo planejamento é feito em parceria com a colega seguindo a proposta de trabalhar de forma interdisciplinar, com esta forma de trabalho os alunos só tem a ganhar em aprendizagem, na construção de conhecimento de forma globalizada, tendo em vista o aluno como uma ser integral.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Coletânea de Jogos e Brincadeiras


  

     Achei muito interessante a atividade da interdisciplina Ludicidade e Educação, onde foi proposto fazer uma coletânea de jogos e brincadeiras. A principio pensei em fazer uma pesquisa na internet, mas como costumo fazer registro das atividades através de fotos, comecei a pesquisar através das imagens que tinha, foi muito interessante, pois encontrei jogos das três fases segundo Piaget: o jogo de exercício, de 0 a 2 anos, caracterizado pela repetição, o jogo simbólico e o jogo com regras. Estas fases servirão como forma de classificação para o trabalho realizado em dupla com a colega Ana Cristina que atua na mesma escola, EMEI Terezinha Tergolina. Exemplo de alguns jogos e brincadeiras que compõem a coletânea:

De exercício:
  • Texturas e sensações: Caminhar descalço sobre diferentes texturas, como algodão, bolinhas de papel, eva picado.




Com regras:

• Pescaria da maçã: Cada maçã terá um gancho, serão colocadas num balde com água, os alunos deverão pescar utilizando um cabo de vassoura, em seguida comer a maçã.



• Arranca rabo: Cada aluno ganhará um rabo( tira de papel crepon), que ficará preso na roupa. Ao som da música os alunos deverão tentar pegar o rabo do colega e proteger o seu. Vence quem conseguir pegar mais rabinhos.

• Dança da maçã: Em dupla, dançar com uma maçã( pode ser confeccionada pelos alunos com garrafa pet) entre as testas cuidando para não deixar cair. As dupla que permanecerem sem deixar cair até o final da música serão vencedoras. Obs: não pode colocar a mão na maçã para evitar que ela caia.


• Memória e quebra-cabeças: podem ser confeccionados pelas crianças.




Simbólicos:

• Cozinha: Utilizando brinquedos da sala, panelinhas, mesas e cadeiras.

• Berçário: Na turma da professora Ana Cristina, os alunos montaram um berçário, utilizando pneus como bercinho para os bebês (bonecas e colegas).

• Fantasias: Utilizando roupas e acessórios para representar personagens diversos.

     Na educação infantil os jogos e brincadeiras estão presentes no dia a dia das crianças, eles aprendem através do lúdico.



terça-feira, 19 de abril de 2016

Duas Vidas


 Na disciplina Ludicidade e Educação, estudando sobre o brincar e suas teorias foi solicitado que assistíssemos o filme " Duas Vidas", que conta a história de Russ, interpretado por Bruce Willis, um empresário bem sucedido de quase 40 anos, que trabalha como consultor de imagens, um homem que só se preocupa com seu trabalho, é arrogante e mesquinho e não tem tempo para sua família (pai).
     Um dia aparece um menino de 8 anos na sua casa, o seu eu menino, num primeiro momento Russ acredita estar tendo alucinações por conta do stress, mas mesmo com ajuda médica e medicamentos continua a vê-lo.
     Russ tinha apagado sua infância da memória por acreditar que só trazia vergonha e tristezas, seus sonhos de ter um cachorro e ser piloto quando crescer, tinham ficado pra traz.
     Com a volta ao passado consegue descobrir por que tinha se tornado um homem tão frio, foi pela perda de sua mãe. Ao voltar ao presente Russ decide ir em busca de seus sonhos e sua felicidade, adota um cachorro, decide constituir uma família e se tornar piloto.
     Com certeza a volta a infância mudaria quem somos nos presente, com o passar do tempo grande parte das pessoas acabam se tornando muito sérias, por causa da correria no dia a dia, seus problemas e responsabilidades, e, com isso deixam de lado a pureza da criança, o brincar e a diversão.

sábado, 16 de abril de 2016

Ludicidade e Educação

     O primeiro encontro presencial da interdisciplina "Ludicidade e educação", ocorrido no dia 06 de abril foi muito divertido e nos fez pensar sobre a importância do brincar na escola.
     Fazemos parte de uma sociedade que está em constante transformação, a infância de hoje é muito diferente de 20 anos atras, hoje a maior parte das crianças não tem a oportunidade de brincar na rua, com as crianças da comunidade, acabam ficando só em casa, onde tem acesso a diferentes ferramentas tecnológicas como tablets e video games. Com isso encontram na escola, principalmente no recreio o momento de "ser livre", de brincar, correr e interagir com as demais crianças.
     Em muitas escolas é questionado o momento do recreio, pois as crianças só querem correr e muitas vezes acabam se machucando, mas é necessário entende que a criança precisa de movimento para conhecer mais sobre si próprio, construir sua autonomia e desenvolver as habilidades motoras. É  na brincadeira livre que se aprende questões de organização, construção de regras e interação com os pares. Assistimos ao vídeo "O fim do recreio" e nele podemos ver a importância da brincadeira na escola através da visão das crianças:

     Na sala de aula o professor pode tornar sua aula mais dinâmica, atrativa e prazerosa através do uso de jogos e brincadeiras. Foi muito bom poder brincar no encontro presencial com a professora Darli, esta nos propôs 3 jogos onde o grupo participou e pode refletir sobre a importância do brincar.
     Trabalho na Educação Infantil, com uma turma de jardim 1 (4/5 anos), costumava, no horário de brincadeira livre no pátio, pedir que levassem brinquedos, para evitar correria, esta semana fiz diferente, não levaram nada, num primeiro momento só correram depois a turma se dividiu em dois grupo, sem intervenção da professora, e começaram a criar brincadeiras e regras, geraram alguns conflitos mas o grupo foi resolvendo. Na sala fizemos uma brincadeira ensinada pela professora Darli: Pé com pé, as crianças se divertiram muito, além de demonstrar seus conhecimento sobre as partes do corpo.
      Contudo percebemos que as crianças aprendem brincando, não só os conteúdos, mas questões referentes a socialização, autonomia e habilidades motoras.