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sábado, 3 de novembro de 2018

Identidade e Pertencimento no Ambiente Escolar

   Faz parte da construção de sua identidade sentir-se como parte integrante de determinados grupo ou cultura, seja familiar, escolar, religioso, entre outros. Reconhecendo o ambiente em que vive e sua história, tendo autonomia para utilizar os espaços e estabelecendo relações sociais, criando laços de amizade e companheirismo. Segundo Stobart (1996):

 Identidade é um conceito complexo que envolve: língua, religião, memória 
compartilhada e um senso de identidade – às vezes de ressentimento e
 injustiça históricos. É rica em simbolismos: heróis, batalhas ganhas e perdidas, 
hinos nacionais, músicas, poesia, memórias e nomes de ruas.

    Ao ingressar num novo ambiente, como por exemplo, a escola, passamos por um período de adaptação, até sentirmos seguros e pertencentes ao novo ambiente. A nossa identidade é construída através de nossas experiências, individuais e em grupos. O aluno passa a estabelecer vínculos e sentir-se parte integrante deste espaço. Como trabalho na educação infantil, observo a cada ano este processo de passar a fazer parte deste novo grupo, cada aluno tem seu tempo, alguns já chegam interagindo e logo estão integrados, outros precisam de um tempo maior, neste ano na turma de jardim 1 recebi três alunos novos, agora perto do final do ano letivo vejo como eles e as famílias já sentem-se pertencentes ao ambiente. 
      Participando da rotina, organização e da construção do conhecimento/ projetos faz parte da construção da identidade do ambiente ao qual pertence. A escola funciona seguindo uma organização do tempo, seja na organização diária, seriação, semestres, trimestres, bimestres, além de um currículo com a grau de dificuldade relacionado ao desenvolvimento humano. Segundo Marques (2001), em relação "O tempo é concebido de forma linear, onde os eventos constituem uma sucessão de acontecimentos cronologicamente ordenados. A relação entre o "era" (passado), o "não é mais" (presente) e o "vir a ser" (futuro) obedece, assim, a uma sucessão linear de mudanças.", sendo assim percebemos na escola que existem conteúdos que são pré requezitos para conhecimentos futuros obedecendo uma ordem linear. Nesta perspectiva entende-se que todas as crianças deveriam aprender no mesmo ritmo para assim passar para etapa seguinte, mas cada um tem seu próprio ritmos assim muitos acabam ficando para trás, sendo reprovado por não atingir os objetivos estipulados para aquele período de tempo.

As diferentes formas de perceber, de pensar, de sentir da criança passam a ser vistas como ausências de saber. Os caminhos percorridos pelas crianças, na maioria das vezes, desconhecidos para a escola, não são reconhecidos como passíveis de levar ao aprendizado. O que termina acontecendo é que as crianças que não acompanham o tempo da escola vão ficando para trás... [...] Na medida em que a criança não acompanha o “tempo” da sua turma, que é o “tempo” imposto pela escola, ela é posta de “lado”. A criança se perde no tempo, deixando de existir para a escola e para a professora como se o tempo para ela parasse (SAMPAIO, 2002, p. 186-187). 

http://janapead2.blogspot.com/2016/12/pertencimento-e-identidade.html

domingo, 25 de dezembro de 2016

Eixo IV


       Revendo algumas postagens do blog escritas neste semestre conclui que tivemos muitas aprendizagens significativas e que influenciaram diretamente minha prática pedagógica. Refleti sobre a importância de diferentes conceitos que trabalhamos muitas vezes sem darmos conta, como por exemplo, a questão do pertencimento escolar ou da localização. Como é importante para a vida adulta aprender desde a infância noções de espaço, formas e lateralidade. Quando aprendemos na prática com brincadeiras e jogos a aritmética, fica mais fácil de ser compreendida futuramente quando utilizar apenas algarismos.
     No semestre passado ousei tentar trabalhar com projetos de aprendizagem com meus alunos, quando surgiu um grande interesse dos alunos pelas formigas do solário e várias questões foram surgindo. Porem neste semestre o tema de grande interesse da turma foi os monstros e um novo projeto “ Medos, monstros e mistérios” foi elaborado com participação da turma. Como é bom ver os olhinhos brilhando, o prazer de estar aprendendo algo que parece tão simples, mas que naquele momento para aquela criança é fascinante, um aluno chegou a pedir para os pais mudar o tema da sua festa de aniversário para vampiros, aos poucos os que tinham medos foram entendendo que os monstros fazem parte da nossa imaginação.
     Na interdisciplina Seminário Integrador IV, ao elaborar um projeto de aprendizagem do meu interesse pude perceber o quanto a aprendizagem pode ser significativa, quando estudamos e pesquisamos nossos interesses e dúvidas. Por que não proporcionar que nossos alunos tenham a oportunidade de pesquisar, experimentar, criar hipóteses e esclarecer suas dúvidas? Este é um desafio para o professor visando uma educação de qualidade.

    Enfim foram muitas aprendizagens, e fica agora, no final do semestre, a expectativa para o próximo semestre, que seja tão produtivo como foi no Eixo IV.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Minhas memórias docentes


     Minhas memórias docentes vão além da minha prática como professora. Lembro-me da minha infância, das professoras que marcaram minha vida como estudante e me fizeram ter orgulho e admiração pela profissão. Desde a pré-escola até hoje como aluna do curso de graduação me deparei com momentos bons e outros mais difíceis, fiz amizades e aprendi muito. Observando fotos antigas pude relembrar alguns momentos, muitas recordações  surgiram, como na pré-escola, adorava minha professora Helena achava ela muito linda, sempre elegante e maquiada, na primeira série lembro do meu boletim só com notas 100 e minha mãe toda orgulhosa, na terceira série minha professora Celira adorava ensinar músicas da igreja “ Há um barco esquecido na praia, já não leva ninguém a pescar, é o barco de André e de Pedro que partiram pra não mais voltar...” . Já na quarta série me senti muito importante quando a professora Bete me convidou para dar aula para alguns alunos com dificuldades, troquei a brincadeira de aulinha com minhas bonecas por alunos de verdade. E assim a partir da quinta série muitos professores passaram por mim e foram deixando suas marcas e contribuindo para a formação da profissional que sou atualmente.



      Nós professores temos um grande poder em nossas mãos, de transformar vidas, devemos aproveitar para deixar nossas marcas positivas em cada aluno que passar por nossa sala de aula.



Pertencimento e Identidade

       Um dos temas abordados neste semestre em Representação do Mundo pelos estudos Sociais foi à questão do pertencimento dentro da sociedade. Faz parte da construção da nossa identidade reconhecer-se como membro integrante de determinado grupo e cultura, reconhecer o ambiente em que vive e sua história.
      No ambiente escola é extremamente importante que o aluno reconheça que parte desta comunidade, ter autonomia para utilizar os espaços oferecidos. Através do convívio vão se estabelecendo laços de amizade e companheirismo, além de aprender regras e normas de conduta social. No período de adaptação, na educação infantil, a criança aos poucos vai percebendo que agora pertence a um novo ambiente também, não só o familiar, sentir-se seguro e que participa ativamente das questões escolares. 


     Pertencemos a grupos maiores como, por exemplo, dos moradores de determinado bairro, município, estado e país, com seus costumes e tradições que fazem parte da nossa vida. Na escola os alunos mostram-se orgulhosos  e participam de atividades referentes ao tema, como podemos ver nas imagens a seguir.





      Por fim gostaria de destacar a frase de Lucimara Valdambrini Moriconi em seu trabalho de conclusão do curso de Licenciatura em Pedagogia, “ PERTENCIMENTO E IDENTIDADE”:
“Sentimentos como pertencimento e identidade podem interferir na construção dos valores e das atitudes. Para que sejam despertados, antes se faz necessário sensibilizar o coração das pessoas que convivemos no dia-adia, tanto na escola, no trabalho, família, amigos, enfim todos que fazem parte do nosso círculo de convivência, pois a emoção promove a transformação das pessoas, levam à reflexões e mudanças de atitudes.”

domingo, 16 de outubro de 2016

Vivenciando o tempo escolar

     Através da leitura do texto "Questões sobre o tempo no espaço escolar, de Cristiane Oliveira", percebi que desde o momento ao qual o aluno ingressa na escola se depara com uma organização em função do tempo, como divisão por séries anuais, semestres, bimestres ou trimestres, calendário e das aulas por períodos ou para os menores da educação infantil pela rotina, respeitando sempre os horários estabelecidos. Os níveis de aprendizagem ou grau de dificuldade de cada ano são definidos levando em conta o desenvolvimento humano.
     Na escola de educação infantil, onde trabalho, o tempo é organizado, primeiramente segundo a PPP da escola, com horários de entrada e saída e horário das refeições. O s objetivos e níveis de aprendizagens também constam neste documento. Para organização pedagógica do tempo na sala de aula conto com a rotina, que é flexível, podendo ser alterada segundo as necessidades da turma. Muitas vezes nossos projetos de aprendizagens são interrompidos por demandas referentes ao calendário anual que recebemos da secretaria de educação, estas acabem tornando-se massantes por não estarem de acordo com os interesses da turma.

     No que diz respeito à organização do tempo pedagógico/ de aprendizagem, a escola, a partir do ensino fundamental, apresenta um currículo pronto que deve ser seguido pra cada série, respeitando o tempo estipulado para executar a avaliação, onde o aluno deve atingir os objetivos estabelecidos, não levando em conta as diferenças e o ritmo de aprendizagem de cada aluno. Muitos alunos são obrigados a repetir a série por não ter atingido o nível de conhecimento no tempo imposto. Na educação infantil, felizmente, encontro uma flexibilidade quanto aos conteúdos e ritmo dos alunos o que facilita no processo de aquisição de conhecimentos.

     A organização do tempo escolar em todos os níveis de aprendizagem, deveria ir mais além do currículo pronto e do calendário, deveria levar em conta os interesses e a realidade dos alunos, ser flexível e respeitar o ritmo de cada um durante o processo de aprendizagem. A escola deveria ser um espaço de "alegria em aprender".

sábado, 8 de outubro de 2016

Pertencimento no Contexto Escolar



     Refletindo sobre o pertencimento ao ambiente escolar, percebi que a identidade é construída através das experiências (individuais e coletivas), o aluno vai criando vínculos e sentindo-se como parte integrante deste espaço, desta comunidade.

     Sarmento (2002) explica que o pertencimento constitui-se pelas relações comunitárias, pelas construções de referências, valores de pautas de condutas e distribuição de poderes que são inerentes à pertença comunitária (p. 276).


     Observando minha turma (jardim 1), percebo que desde o momento que chega a escola o aluno começa a interagir com o meio e sente parte daquele espaço, encontra na sala de aula seu ganchinho com foto para guardar a mochila, lugares para guardar seus pertences como toalhinha, copo e materiais de higiene pessoal, deparasse também com seus trabalhinhos, nome na chamada e no cartaz de aniversariante. Mas, sentir-se pertencente deste ambiente vai muito além da estrutura física, as crianças vão construindo laços de amizade, companheirismo e cooperação. 

     No que diz respeito à parte pedagógica, quando os alunos participam da construção de projetos, das atividades e percebem a valorização de suas produções, além de tornar o processo educativo mais prazeroso e significativo está sendo construídas relações de pertencimento ao contexto escolar e valorizando sua identidade. Atualmente estou trabalhando com o projeto: “Medos, monstros e mistérios”, que partiu dos interesses da turma, ele foi construído de forma cooperativa através de um mapa conceitual contendo os temas principais a serem abordados como bruxas, vampiros, fantasmas, entre outros, em seguida as duvidas e sugestões de como podemos trabalhar, pediram músicas, histórias, brincadeiras, quebra-cabeças e outros.

     Na busca de uma educação de qualidade é fundamental fazer com que todos se sintam como parte integrante dos espaços escolar tanto físico como pedagógico, buscando estratégias de forma conjunta e cooperativa.