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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Escola: ambiente de construção do conhecimento



     Nós educadores, temos na atualidade um grande desafio, de repensar a educação e as práticas de nossas escolas, onde ainda encontramos modelos extremamente tradicionais, em uma pedagogia diretiva, onde segundo BECKER:


" Para configurá-lo é só entrar numa sala de aula; é pouco provável que a gente se engane. 
O que encontramos aí? Um professor que observa seus alunos entrarem na sala, aguardando 
que se sentem, que fiquem quietos e silenciosos." (BECKER, 1994)



       Pensar uma escola que propicie uma real construção do conhecimento, é reconhecer que o aluno é o protagonista e não um ser oprimido que não tem a oportunidade de refletir, questionar e estabelecer significados. Paulo Freire, em seu livro Pedagogia do Oprimido, já questionava a qualidade da educação, segundo o método de ensino.



“A pedagogia tem de ser forjada com ele (o oprimido) e não para ele, enquanto homens 
ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade. Pedagogia que faça 
da opressão e de suas causas objeto da reflexão dos oprimidos, de que resultará o seu 
engajamento necessário na luta por sua libertação, em que esta pedagogia se
 fará e refará."

(FREIRE, Paulo. Pedadgogia do Oprimido, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.)


      Já em Pedagogia da Autonomia FREIRE nos faz refletir sobre nossa prática. A importância de levar em conta os conhecimentos prévios dos alunos, como ponto de partida para novas aprendizagens. O professor deve ser um facilitador proporcionando momentos de interação e descobertas. O PEAD tem proporcionado além de grandes reflexões o aprimoramento de minha prática, atualmente procuro observar e escutar mais meus alunos para perceber os interesses e necessidades, para então planejar e poder tornar a aprendizagem significativa para meus alunos.

         Em uma pedagogia relacional o professor traz a proposta sobre um tema significativo, onde o aluno tem a oportunidade de interagir e problematizar sobre o tema, de acordo com BECKER o professor:


"Propõe que eles explorem este material - cuja natureza depende do destinatário: crianças 
de pré-escola, de primeiro grau, de segundo grau, universitários, etc.
 Esgotada a exploração do material, o professor dirige um determinado número de perguntas, explorando, sistematicamente, 
diferentes aspectos problemáticos a que o material dá lugar. Pode solicitar, em 
seguida, que  os alunos representem - desenhando, pintando, escrevendo, fazendo cartunismo, teatralizando, etc. - 
o que elaboraram. A partir daí, discute-se a direção, a problemática, o material da(s) próxima(s) aula(s)." (BECKER, 1994)




  Atualmente, a cada novo tema trabalhado, procuro escutar os alunos, faço questionamentos para que possam criar suas hipóteses. Mesmo trabalhando na Educação Infantil, percebo a importância do registro, seja através de desenhos, confecções com sucatas, teatros ou outras propostas, para verificar a compreensão a cerca do que está sendo trabalhado. 

   O currículo não deveria ser algo fechado, mas sim adequá-se a realidade e as necessidades da comunidade. 

  Outra questão que me aflige enquanto educadora é a avaliação. Segundo MÉNDEZ, " A avaliação deve constituir uma oportunidade real de demonstrar o que os sujeitos sabem e como sabem. Somente assim o professor poderá detectar a consciência do saber adquirido e a solidez sobre a qual vais construindo o seu conhecimento" . Mas será que as escolas agem assim? Infelizmente ainda encontramos avaliação baseada na quantidade e não na qualidade, onde o grau de conhecimento é medido apenas por uma prova. Na Educação Infantil, como a avaliação não tem o intuito de promoção, acaba sendo flexível, realizo através de parecer descritivo, onde relato as aprendizagens que observei durante o semestre.

      Percebo que ainda existe um longo caminho a percorrer para mudar o sistema escolar, pensando no aluno como centro da aprendizagem. O professor deve repensar sua prática, tornando-se reflexivo e aberto a mudanças

http://janapead2.blogspot.com/2015/06/leitura-pedagogia-da-autonomia.html
http://janapead2.blogspot.com/2015/06/modelos-pedagogicos.html

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Workshop de avaliação


     
          Primeira etapa concluída, apesar do nervosismo demonstrado pelo grupo, foi uma noite de troca de aprendizagens, podemos observar que muitas colegas , assim como eu, conseguiram repensar sua prática e utilizar em sala de aula o que foi discutido durante o semestre. Foi pouco tempo, não consegui mostrar tudo que tinha planejado, fiquei um pouco frustrada por isso, mas faz parte do processo de aprendizagem.

domingo, 28 de junho de 2015

Somos Todos Diferentes/Como Estrelas na Terra


     O filme conta a história de um menino indiano desinteressado pela escola e com dificuldades de aprendizagem. A escola adotava um sistema tradicional de ensino. Um professor substituto consegue perceber que o menino tem dislexia e de forma lúdica consegue resgatar esta criança, oferecendo outras formas de aprendizagem.

domingo, 21 de junho de 2015

Filmes

     Novos filmes assistidos:

     Já tinha assistido várias vezes, mas a muito tempo por isso não lembrava direito da história. O filme conta a história de um menino tímido, que quando encontra um livro passa a viver num mundo de fantasia. Descobre  sua coragem e capacidade de amar, através da imaginação.


     Adorei, de todos os filmes que vi até agora no curso com certeza foi um dos melhores. Conta a história de um jovem gênio rebelde, que não tinha uma educação formal, mas aprendia através das leituras e tinha um ótimo raciocínio matemático. Um terapeuta tenta ajudá-lo através da emoção e ver o mundo de outra forma.

       Próximo filme;


sábado, 20 de junho de 2015

Final do semestre

      Com o final do semestre, vários trabalhos e apresentação do workshop para preparar, não sei por onde começar.  Mas, estou muito feliz por estar neste curso, tenho refletido bastante sobre minha prática, a escola, qual os melhores métodos de aprendizagem e avaliação. Passei a observar a sociedade, através da história, de forma diferente e percebi a importância de trabalhar as diferenças culturais e étnico-raciais, para a construção da identidade. Comecei a pensar a função do cérebro de forma diferente, através da nossa consciência a mente através do nosso corpo é capaz de realizar ações do cotidiano, é capaz de aprender e modificar o mundo a nossa volta.
       Acredito que a qualidade dos trabalhos postados poderiam ser melhores, por causa da quantidade de trabalhos muitas vezes não tenho tempo para rever, pois já tenho que começar a atividade da próxima interdisciplina.
      Na está sendo fácil conciliar família, escola e faculdade. Mas com certeza está sendo gratificante ver o quanto estou aprendendo e refletido, além estar melhorando minha prática pedagógica. 


domingo, 7 de junho de 2015

Síntese filmes

Inteligência Artificial






     A criação de um ser artificial tem sido o desejo do homem desde a criação da ciência. No filme um cientista propõe a criação de um MECA capaz de amar e sonhar. No primeiro momento foi criticado pelos colegas e se fosse possível será que o ser humano seria capaz de amá-lo?
     Um MECA menino é criado para desenvolver sentimentos, mas com o tempo a família que convive com ele passa a vê-lo como uma ameaça e a “mãe” o deixa numa floresta, onde ele encontra outros MECA, ele passa a desejar ser um menino de verdade acreditando que assim a mãe possa amá-lo de verdade. Procura a fada azul para que assim como Pinóquio seja transformado num menino de verdade.
     O menino artificial além de amar, adquiriu a capacidade de perseguir sonhos, sentiu raiva.  2 mil anos se passaram e o menino continuava o mesmo.
     O filme mostra a diferença entre o homem e a máquina e a importância da inteligência humana para o desenvolvimento tecnológico.


Vista minha pele





     O filme mostra uma inversão de papéis entre o branco e o negro. Uma menina sente-se excluída por causa da cor da sua pele. Ela se questiona por que as atrizes de televisão não se parecem com ela? Acredita que não conseguiria ganhar um concurso de beleza por ser diferente.
    É questionado as injustiças, pois uma classe carrega o Brasil nas costas a mais de 500 anos enquanto pouco ficam com o poder e o dinheiro. Mostra a lutas pelos direito iguais, quando a menina passou a acreditar em si e lutar por seus direitos passou a ter esperança de mudar a realidade. No filme o próprio professor excluía a menina. Percebe-se a realidade brasileira, o preconceito desde a sala de aula.
    Alguns questionamentos importantes aparecem no final do filme:
·         Será que se virasse mis seria respeitada?
·         Será que algum dia a escola irá valorizar a diferença racial?
·         Será que os brancos, negros, índios e orientais são tratados com igualdade?
·         Será que algum dia vou ver nos cartazes da escola pessoas parecidas comigo?
·         Será que os livros vão mostrar que os negros também construíram esse pais?
·         Será que encontraremos nos livros imagens dos nossos avós?
·         Será que a desigualdade racial deixará de ser um problema só para os negros?



Narradores de Javé





     No inicio do filme aparece uma senhora que aprendeu a ler a pouco tempo e o filho questiona a importância. Um senhor que está por ali conta a história do vale de Javé que deixaria de existir para a construção de uma hidrelétrica. A solução encontrada para que o vale fosse preservado seria o tombamento histórico, escrevendo um livro das memórias de Javé, mostrando que possuem valor histórico e precisam ser preservadas. Apenas um homem no povoado sabia ler e escrever, o povo começou a contar-lhe as histórias que abordavam diferentes temas como a cultura, as crenças, os valores, invenções, as tradições, as classes excluídas.  O homem não conseguiu escrever, pois as histórias eram diferentes, fatos incompatíveis, o que o deixou confuso. Em busca do progresso e da tecnologia o vale deixou de existir . 

sábado, 30 de maio de 2015

Filmes semana 4

Ao trabalho... novos filmes pra assistir: Narrativas de Jave, Vista minha pele e Inteligência artificial. Achei este método muito positivo, com os filme e as leituras propostas podemos refletir e contextualizar os temas propostos.





quinta-feira, 14 de maio de 2015

Reflexões

      Na aula de ontem pude refletir sobre diversos temas, primeiramente o currículo que deveria levar em conta a realidade do aluno, com atividades globalizadas e significativa, mas não é a realidade que encontramos em nossas escolas, onde os professores recebem muitas vezes o currículo pronto. Quando o professor ousa querer mudar é visto com mais olhos por colegas e até direção, muitas vezes acomodadas com o sistema. O currículo precisa ser repensado para suprir as necessidades da atualidade.
      Discutindo com um grupo de colegas chegamos a conclusão que atualmente as famílias vem transferindo o papel de educar para a escola, muitas vezes por causa da falta de tempo e correria do dia-a-dia acabam não tendo "tempo" para seus filhos. Na escola nos deparamos com crianças cada vez mais violentas e sem limites, que não respeitam colegas e professoras. Trabalhando com educação infantil observo que muitas crianças ficam na escola das 7 às 19 horas e vão para casa só pra dormir, quem dá carinho, atenção e "educa" são as educadoras, que muitas vezes são chamadas até de mãe, pelo menores.

domingo, 3 de maio de 2015

Quanto vale ou é por quiilo?

     
  Esta semana assisti o filme "Quanto vale ou é por quilo?" que mostra injustiças sociais e raciais dese a época da escravidão.  Conta a história de uma negra alforriada que teve seu negro roubado, ao tentar lutar por seus direitos acaba sendo condenada por perturbação da ordem. Nos dias atuais, mostra as ONGs e associações que "ajudam" os miseráveis, mas que na verdade são verdadeiras empresas que visam o lucro próprio, este uma grande sistema de corrupção por traz destas entidades.
     Na época da escravidão muitos negros acabavam virando capitão-do-mato devido a sua condição de pobreza, por necessidade ou mesmo pelo gosto de servir e por ordem a desordem, com isso podiam dar melhores condições de vida para sua família. Hoje em dia não é diferente, muitas vezes por não conseguir emprego e passar necessidades muito acabam se marginalizado, no filme mostra um rapaz que acabou virando matador de aluguel para poder dar um pouco de conforto a sua família e ao filho que ia nascer.
     O filme mostra a divisão de classes, questões revoltantes da época da escravidão e nos dias de hoje a corrupção. Ilustra ma crise de valores a ganância e o lucro através da miséria dos outros.

Reflexões sobre a 2ª semana

     Na semana passada fiquei muito preocupada com as atividades, depois de muito tempo sem estudar tinha alguns textos para ler e refletir, foi bem complicado, fui lendo e fazendo anotações para depois fazer a síntese. Ao fazer a síntese parece que nunca ficava boa, mas depois de reler e refazer algumas colocações fiquei satisfeita publicando assim a atividade. A mini história foi mais fácil de fazer.
     Nesta semana as leituras foram mais tranquilas, logo fiz as anotações para poder realizar as tarefas. Mas me deparei com uma dificuldade, para concluir as atividades desta semana dependo dos colegas: Na disciplina Escola, Cultura e Sociedade precisamos fazer uma síntese em grupo, mas não consegui entrar em contato com todas as colegas. Na disciplina Seminário Integrador preciso comentar os retratos da escola, enviei os convites para poder acessa-los, mas ainda não foi aceito. Na disciplina Escola, Projeto pedagógico e Currículo, preciso comentar a atividade de uma colegas que ainda não postou. É complicado, não posso seguir a diante hoje já entrei várias vezes para tentar concluir as atividades sem sucesso.
   

terça-feira, 28 de abril de 2015

Reflexões sobre a 1ª semana

    Esta semana com as atividades propostas na interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade passei a refletir sobre a construção da identidade da sociedade brasileira no decorrer de nossa história e a diversidade cultural.




       No filme "Machuca" mostra o período, no Chile, de transição do governo socialista de Salvador Allende para a ditadura militar, marcado por manifestação. Em meio a luta o menino Machuca, de classe pobre, ganha uma bolsa de estudos e passa o frequentar uma escola particular, cujo diretor desejava com isto construir uma sociedade mais justa. Machuca fica amigo de Gonzalo, um menino que fazia parte da bruguesia. Com o tempo as questões de classes acabam aparecendo e afastando os meninos. Com o inicio da ditadura os militares assumem a escolas expulsando aqueles "que não eram bem vindos". Algo que chamou minha atenção foi um muro escrito: "Não à guerra civil"  com a tempo esta frase foi perdendo a cor, no final quando o povo perdeu a batalha o muro aparece branco.



         Já o filme "Macunaima" o personagem que representa o povo brasileiro, faz uma critica a identidade cultural brasileira, a tropicalidade. Mostra um herói preguiçoso, que nasceu grande, era negro, mas virou branco e foi para a cidade onde conheceu vários personagens apontando a busca de identidade, a miscigenação, a desigualdade social,o racismo, conflitos culturais e as tecnologias modernas. Mostra que quando se adquiria um certo poder acabavam por discriminar a própria raça.




          Com as leituras foi possível concluir que a identidade social brasileira foi construída no decorrer da história tendo como base o capitalismo e a cultura universal baseados nos conhecimentos e valores da  burguesia. Com o passar do tempo através de movimentos sociais, manifestações, discussões e estudos tenta-se mudar esta realidade. Cabe a escola buscar alternativas, formando cidadãos críticos e que possam repensar nossa sociedade, marcada hoje pela discriminação e a desigualdade social.

sábado, 18 de abril de 2015

Mensagem de abertura da disciplina

“Somente um ser que é capaz de sair de seu contexto,   de “distanciar-se” dele para ficar com ele; capaz de admirá-lo para, objetivando-o, transformá-lo e,  transformando-o, saber-se transformado pela sua    própria criação; um ser que é é está sendo no tempo que é o seu, um ser histórico, somente este´é capaz,  por tudo isto, de comprometer-se”

(Paulo Freire, 1979, p.17 in Educação e Mudança.
Rio Janeiro: Paz e Terra )