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terça-feira, 11 de junho de 2019

Planejamento em Ação




       Planejar faz parte da ação pedagógica, devemos ter em mente o que pretendemos, quais os objetivos queremos atingir para assim buscar atividades e recursos adequados. Numa proposta inovadora podemos contar com o auxílio dos alunos, que buscaram alternativas para responder as questões norteadoras, que podem partir do interesse e curiosidades. Nesta perspectiva é necessário repensar o currículo, de forma a desenvolvê-lo de forma integrada e assim estabelecendo maior significado.

Um olhar interdisciplinar atento recupera a magia das práticas, a essência de seus movimentos, “O conhecimento nasce dos movimentos contidos nas dúvidas, nos conflitos, nas perguntas/respostas, nas certezas/incertezas que são vivenciadas na 20 solução e ou/propostas, alternativas em superar, assumir, atuar, agir nessa ambigüidade do ser. (FAZENDA,1994)
     
    Em meu estágio curricular em docência na Educação Infantil, trabalhei com projetos de aprendizagem. Constatei que a partir de um determinado tema, de interesse dos alunos, é possível desenvolver diferentes áreas do conhecimento. Trabalhando com animais, além de questões de habitat, alimentação, características, podemos trabalhar questões lógico-matemáticas, através de contagem,  medidas, seriação, questões motoras em brincadeiras de imitações, entre outras. Cabe ao professor buscar alternativas para englobar diferentes áreas do conhecimento. E se avaliar que determinada atividade não teve o resultado esperado, poder adaptá-la de forma a atender os objetivos estabelecidos.
     Planejar exige conhecimento da turma, observação, reflexão e pesquisa, visando atender tanto o currículo como as demandas da turma, do contexto social a qual está inserida a comunidade.


domingo, 24 de junho de 2018

O que é avaliar?


    Avaliar na atualidade é vista não apenas com a intenção de classificação, mas diagnóstica para verificar o nível de aprendizagens e buscar alternativas para o seu desenvolvimento. Nesta perspectiva cabe ao professor repensar sua prática, pensando que nem sempre uma prova irá mostrar o real nível de conhecimento, podemos se tratar apenas de decorar e não realmente compreender. Outro fator que deve ser pensado é o fato de não termos uma turma homogênea, cada aluno é diferente, tanto no ritmo de aprendizagem como nas áreas que apresenta maior afinidade, sendo assim, como podemos fazer a mesma avaliação para todos?
     Cresci e estudei numa metodologia tradicional e com avaliação classificatória, lembro de "decorar", os conteúdos para a prova e em seguida simplesmente esquecer, por não estabelecer significados. No PEAD me deparei com um modelo de avaliação diferente, sem o objetivo de classificação, num primeiro momento fiquei confusa, pensando: "como não tem provas?", hoje percebo que fazer uma prova não significa que meu conhecimento vai seu medido, mas através da minha construção diária, registrada neste blog é possível perceber minha reflexões e aprendizagens, na trajetória deste curso.
     Trabalho com Educação Infantil, onde a avaliação é feita por observação e registros das conquistas de cada criança e ao final do semestre é redigido um parecer descritivo das aprendizagens, sem nota, sem intenção de classificação. 




Temas Geradores na Prática Pedagógica



     Paulo Freire no traz reflexões sobre a importância dos
Temas Geradores, de acordo com interesses e a realidade do educando, principalmente com relação a EJA. Segundo ele “o objetivo da escola é ensinar a ler o Mundo para poder transformá-lo”. Ensinar vai além de apenas transmitir conhecimentos, é criar oportunidades para esta construção, levando em conta a bagagem cognitiva e experiências do aluno. 

     Na EJA Freire propõe, no processo de alfabetização, a utilização de palavras geradoras, significativas e de acordo com a realidade cultural dos alunos, partindo assim para compreensão do código escrito e refletindo sobre a sociedade. Muitos alunos tiveram empecilhos para continuar seus estudos, por necessitar ajudar nas despesas de casa, entre outros, mas numa sociedade excludente sente necessidade de buscar a alfabetização, depois de adultos, para uma melhor qualificação no mercado de trabalho ou por se sentir inferiorizado por não dominar o código escrito. Mas devemos levar em conta toda a vivência que essas pessoas tem e que podem compartilhar com o grupo.

     Nos demais segmento da educação também é importante trabalhar com Temas Geradores, que sirvam como base para desenvolve o currículo de forma integrada. 

    A observação e o dialogo com os alunos, permite ao professor investigar possíveis temas, de acordo com as dúvidas, curiosidades e conhecimento prévio.

    Na Educação Infantil, já trabalhei com temas geradores, que surgiram a partir de observações em momentos de brincadeiras livres. É muito gratificante ver os alunos entusiasmados pois sabem falar aos colegas algo sobre o assunto ou mesmo ao descobrir algo novo.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Planejamento em Ação

      Neste semestre vimos que para planejar é preciso levar em conta alguns aspectos como a intencionalidade, precisamos levar em conta os objetivos que pretendemos atingir com determinadas atividades, toda ação pedagógica deve ter um por que. 
      Através de um currículo integrado temos a oportunidade de tornar a aprendizagem mais significativa, partindo de temas de interesse dos alunos podemos desenvolver atividades envolvendo diferentes áreas do conhecimento.

"Falar de interdisciplinariedade é ver as salas de aula, o trabalho currícular
a partir da ótica de conteúdos culturais, ou seja, tentar ver que relações e
agrupamentos de conteúdos podem ser feitos, por matérias, por blocos 
de conteúdos, por áreas do conhecimento e experiências, etc (Santomé, 1998, p.61)"

      Outros elementos devem ser observados no planejamento como metodologias, recursos e avaliação. Segue um exemplo de planejamento aplicado em minha turma este ano:






Dados de Identificação:
Escola: EMEI Terezinha Santos Tergolina
Série: Jardim 1
Turma: J1A

Objetivo Geral:   Proporcionar momentos de prazer através da literatura, ampliando vocabulário, organização de pensamentos e a criatividade.

Objetivos:
·         Desenvolver o gosto pela leitura;
·         Refletir sobre sentimentos e valores;
·         Estimular a imaginação, o faz de conta e a criatividade;
·         Resgatar obras literárias ligadas ao universo infantil;
·         Aprimorar a coordenação motora fina;
·         Realizar contagem em brincadeiras.

Conteúdos:
·         Linguagem oral e escrita;
·         Imaginação;
·         Criatividade;
·         Coordenação motora fina;
·         Números.

Procedimentos:
·         Conversa: Quem conhece o sítio do Pica Pau Amarelo? Quem mora lá?
·         Hora do Conto: Sítio do Pica Pau Amarelo: Um lugar diferente;
·         Avental para apresentar os personagens do sítio;
·         Conversa sobre a história, que apresenta os personagens;
·         Confecção dos personagens com sucatas;
·         Exposição dos personagens;
·         Brincadeira: Corrida maluca de Sacis ( pulando com um pé só, de acordo com a quantidade que aparecer no dado).

Avaliação: A avaliação será feita por observação, registro e conversas com os alunos, que irão relatar como foi à atividade.


     Foi uma experiência muito gratificante, partir do interesse dos alunos por histórias e proporcionar momentos de construção, de criatividade e imaginação. Os alunos ficaram encantados com cada personagem e suas características. Em suas brincadeiras posteriores observei o uso das aprendizagens. Seus relatos foram muito ricos e demonstraram o grande interesse e novos questionamentos surgiram, o que dará segmento ao projeto.

Centro de Interesses

Os centros de interesses, são um processo de ensino que consiste em agrupar à volta dum mesmo assunto que interessa à criança um conjunto de noções a aprender, de mecanismos a montar, de hábitos a adquirir, condição do perfeito desenvolvimento do ser no meio em que vive e ao qual ele se adapta. A técnica dos Centros de Interesse – ao mesmo tempo livre e orientada pelo educador, principalmente aplicada a aquisição de conhecimentos, serve também para a educação psicológica, ao despertar do sentido social e à formação moral (BASSAN, 1978, p.17)

      A aprendizagem quando parte de interesse, curiosidade, torna-se significativa. Cabe ao professor num primeiro momento ser observador, conhecer seus alunos, a comunidade onde estão inseridos e a partir daí descobrir os interesses. Nos centros de Interesse os alunos escolhem o que querem aprender, constroem o próprio currículo de acordo com a sua curiosidade, integrando as áreas do conhecimento. Partindo de uma necessidade ou curiosidade, a criança investiga e aprende. Na Educação Infantil, muitas vezes num momento de brincadeira surgem os questionamentos e grandes projetos. Já desenvolvi alguns projetos que surgiram do interesse dos alunos como por exemplo: "As formigas", " Medos e monstros", " Contos, cantos e encantos" e " Maluquinho por Artes". Foi uma experiência riquíssima poder verificar as certezas e dúvidas com relação aos temas e verificar o entusiasmo ao solucionarem as dúvidas e perceber que o conhecimento está sendo construído de forma significativa.


domingo, 6 de maio de 2018

Escola Nova

    Na virada do século XIX para XX, surge o movimento  Escola Nova, tendo como seus fundadores Ovide Decroly, Maria Montessori, John Dewey, Célestin Freinet e outros, que apresentaram uma grande crítica ao modelo tradicional de ensino. Surge assim uma nova concepção de ensino voltada ao aluno e o fazer pedagógico, apresentando alternativas diferenciadas como o uso de materiais concretos e novas organizações de espaço, proporcionando experiências de acordo com os centro de interesses dos alunos. John Dewey defendia que o aluno aprende os conteúdos através da prática, do concreto. Ovide Decroly, acreditava que a criança aprendi o mundo com base no todo, e que o centro de interesses leva a busca pelo conhecimento. Maria Montessori defende o respeito às necessidades e aos interesses de cada aluno, de acordo com os estágios de desenvolvimento para cada faixas etárias. Célestin Freinet criou uma pedagogia diferenciada com  aulas-passeio, jornal de classe, e  um projeto de escola popular, moderna e democrática.
     Cada um contribuiu com suas idéias para repensarmos a escola. A criança não era mais vista como um adulto em miniatura, mas como criança, e protagonista no processo de aprendizagem.



domingo, 15 de abril de 2018

O menininho...

Para Refletir... O menininho



Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande. Quando o menininho descobriu que podia ir a sua sala caminhando pela


porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã a professora disse:
‘Hoje nos iremos fazer um desenho’.
Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas , vacas trens e barcos...pegou a sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar. A professora então disse:
“Esperem ainda não é hora de começar! Ela esperou até que todos estivessem prontos.
“Agora” disse a professora, nós iremos desenhar flores.E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa,
laranja e azul . A professora disse: Esperem vou mostrar como fazer! E a flor era vermelha com caule verde.
“Assim”, disse a professora, vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para sua flor. Gostou mais da sua flor, mais não podia fazer isso... virou o papel e desenhou uma flor igual da professora. Era vermelha com caule verde.
Num, outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:
“Hoje nos iremos fazer alguma coisa com o barro.”
“Que bom’’ pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com barro.
Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro. Então a professora disse:
“Esperem! Não é hora de começar! “Ela esperou até que todos estivessem prontos”.
“Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato”.
“Que bom pensou o menininho”. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanho. A professora disse:
“Esperem! Vou mostrar como se faz. Assim, Agora vocês podem começar”.E o prato era um prato fundo
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso. Amassou o barro numa bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora .
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar as coisas exatamente como o da professora. E muito cedo ele não fazia por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola. Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala.
Um dia professora disse:
“ Vamos fazer um desenho”
“Que bom” Pensou o menininho e esperou que a professora dissesse o que fazer . Ela não disse.Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho disse:
- Você não quer desenhar?
-Sim, o que vamos fazer?
- Eu não sei até que você faça.
- Como eu posso fazê-lo?
-Da maneira que você gostar.
-E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
-Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha com o caule verde.



Helen E. Buckley


 Li esta história pela primeira vez quando iniciei o curso de Magistério e hoje novamente venho refletir, agora com experiência na docência, sobre o cuidado que devemos ter ao planejar e por em pratica uma atividade. É nosso papel, enquanto professores, estimular a criatividade de nossos alunos e não formar "robôs de repetição". Ao fazer nossos planejamento devemos pensar qual objetivo queremos acalçar com cada experiência proposta, levando em conta o cidadão que queremos formar, criativo, crítico e reflexivos.