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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Representação do Mundo pela Matemática

     A matemática está muito presente no nosso cotidiano, sendo assim é de importância fundamental desenvolver seus conceitos no ambiente escolar aumentando sua complexidade de acordo com os níveis de desenvolvimento, desde as crianças pequenas: 

     A classificação é iniciada na educação infantil e retomada nas séries iniciais em níveis diferentes de abordagem. A partir dessa fase de escolarização entramos num processo de elaboração e reelaboração por parte do aluno, desde a captação intuitiva das ideias básicas e sua aplicação a situações problema, até em se tratando da utilização do pensamento lógico.( Lorenço, Baiochi, Texeira,2012)


     Além da classificação, outros conceitos são iniciados na Educação Infantil, como seriação, ordenação, quantidade, adição, subtração, formas, mas trabalhamos de forma lúdica com jogos e brincadeiras, durantes atividades da nossa rotina. Através do concreto o aluno vai abstraindo os conceitos e realizando as atividades propostas utilizando a lógica matemática. Neste processo os alunos tem a oportunidade de criar suas hipóteses, por exemplo ao observar tampinhas de cores diferentes, será que tem mais tampinhas vermelhas ou azuis?, os alunos com esse questionamento são convidados a observar, criar hipóteses e em seguida através da contagem chegar a resposta. 
  
Encorajar a criança a estar alerta e colocar todos os tipos de objetos, eventos e ações em todas as espécies de relações. A pensarem sobre números e quantidades de objetos quando estes sejam significativos para elas. Encorajar a criança a quantificar objetos logicamente e a comparar conjuntos e a fazer conjuntos com objetos móveis. (Kamii, 1986, p.16).

  Quando estabelecemos relações do que está sendo estudado com a realidade do aluno, a aprendizagem torna-se mais significativa. O aluno precisa saber por que e para que serve o conteúdo, de forma prática, através da experimentação.
    Muitos conteúdos serão de grande utilidade na vida adulta, como as questões de localização, noção de espaço, formas e lateralidade, que são amplamente desenvolvidos na Educação Infantil, quando o aluno aprende a se localizar no ambiente escolar e através da rotina passa a compreender a noção de tempo.
      Trabalho com a Educação Infantil, com uma turma de Jardim 1, em diferentes momentos de nossa rotina procuro trazer questões matemática, como por exemplo num momento de culinária, quando contamos os ingredientes, quantos temos que acrescentar, quanto já colocamos, quanto falta?, contamos quantos alunos estão presentes, entre outros.
     A partir das reflexões e sugestões no decorrer do curso PEAD, passei a introduzir diferentes jogos que propiciam a classificação, ordenação e seriação, além de instigar a reflexão durante os momentos de conversa na rodinha. 
     O professor como mediador da aprendizagem deve proporcionar situações problemas envolvendo o cotidiano, onde o aluno seja capaz de refletir, experimentar e buscar soluções, propiciando assim momentos de descoberta.

Exemplo de jogos que confeccionei durante o estágio:
Classificar as tampinhas de acordo com as cores.
Ordenar de acordo com o pré estabelecido.


domingo, 25 de dezembro de 2016

Eixo IV


       Revendo algumas postagens do blog escritas neste semestre conclui que tivemos muitas aprendizagens significativas e que influenciaram diretamente minha prática pedagógica. Refleti sobre a importância de diferentes conceitos que trabalhamos muitas vezes sem darmos conta, como por exemplo, a questão do pertencimento escolar ou da localização. Como é importante para a vida adulta aprender desde a infância noções de espaço, formas e lateralidade. Quando aprendemos na prática com brincadeiras e jogos a aritmética, fica mais fácil de ser compreendida futuramente quando utilizar apenas algarismos.
     No semestre passado ousei tentar trabalhar com projetos de aprendizagem com meus alunos, quando surgiu um grande interesse dos alunos pelas formigas do solário e várias questões foram surgindo. Porem neste semestre o tema de grande interesse da turma foi os monstros e um novo projeto “ Medos, monstros e mistérios” foi elaborado com participação da turma. Como é bom ver os olhinhos brilhando, o prazer de estar aprendendo algo que parece tão simples, mas que naquele momento para aquela criança é fascinante, um aluno chegou a pedir para os pais mudar o tema da sua festa de aniversário para vampiros, aos poucos os que tinham medos foram entendendo que os monstros fazem parte da nossa imaginação.
     Na interdisciplina Seminário Integrador IV, ao elaborar um projeto de aprendizagem do meu interesse pude perceber o quanto a aprendizagem pode ser significativa, quando estudamos e pesquisamos nossos interesses e dúvidas. Por que não proporcionar que nossos alunos tenham a oportunidade de pesquisar, experimentar, criar hipóteses e esclarecer suas dúvidas? Este é um desafio para o professor visando uma educação de qualidade.

    Enfim foram muitas aprendizagens, e fica agora, no final do semestre, a expectativa para o próximo semestre, que seja tão produtivo como foi no Eixo IV.

Representação do Mundo pela matemática


     Este ano, na escola onde trabalho recebi um desafio: trabalhar priorizando o conhecimento lógico matemático e minha colega as demais áreas. Tenho uma turma de jardim 1, alunos de 4 e 5. No primeiro semestre priorizei alguns conceitos como noção de quantidade, cores e formas, sempre procurando utilizar o lúdico e em seguida o registro das descobertas. No segundo semestre com a interdisciplina Representação do Mundo pela matemática percebi que poderia ir mais além, através de brincadeiras e jogos trabalhar operações matemáticas, que não exigem a representação dos algarismos. Uma atividade proposta para trabalhar adição e subtração foi adaptar um jogo para a faixa etária que trabalho, a seguir veja minha adaptação:

A atividade que escolhi foi: “Viagem de ônibus”
Turma: Jardim 1 (4 e 5 anos)
Adaptação: Eu vou pegar o trem
Em cada estação alguns passageiros sobem e outros descem do trem. Utilizando um dado de quantidades verificamos quantos passageiros devem subir e quantos devem descer do trem, os alunos que formaram o trem passeiam nele ao som da música “Eu vou pegar o trem”, no final contam quantos passageiros chegaram à próxima estação e a brincadeira começa novamente. O registro pode ser feito em um painel utilizando desenhos para registrar o número de passageiros que subiram, desceram e que no final chegaram à estação. 

Ao final da brincadeira, observando o painel, serão questionados:
Qual estação teve mais passageiros?
Quantos passageiros chegaram à próxima estação, partindo da estação coração?
Qual a quantidade mínima de passageiros que teve no trem?

     Ao executar a atividade em sala de aula me surpreendi, foi um momento de aprendizagem e diversão. Ao final grande parte da turma conseguiu responder as questões propostas e pediram para brincar novamente.
     Outras propostas foram surgindo durante o semestre, o que contribuiu para minha pratica e enriqueceu meu trabalho docente.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Espaço e Forma


       Como professora da Educação Infantil, a partir das leituras propostas percebei que muitas vezes trabalhamos com os conceitos de espaço e forma sem nos darmos conta seja no berçário quando estimulamos o bebê a engatinhar pela sala de aula ou no jardim quando pedimos para guardar os materiais ou brinquedos em seus respectivos locais.
      A aprendizagem nesta faixa etária acontece através do lúdico, das atividades práticas, ou seja, através da experimentação. Costumo, para trabalhar com formas geométricas, primeiramente deixar a turma explorar os blocos lógicos para depois apresentar o nome de cada figura e em seguida procurar no espaço da sala de aula objetos com determinadas formas, como por exemplo, a mesa redonda, o quadro retangular e o assento da cadeira quadrado.
      O texto “ESPAÇO ESFORMA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA COM PROFESSORES ATUANTES EM FORMAÇÃO” de Evandro Tortora nos relata exemplos de atividades práticas como dobraduras, tangran e sucatas, com sucatas podemos construir uma maquete observando questões de forma e espaço. Nos mostra também que é fundamental o professor dominar os conteúdos: lateralidade, orientação espacial e percepção geométrica, importantes no desenvolvimento das crianças. 
       Segundo Pires, Curi e Campos (2001):
 Essa “lateralização” precisa evoluir, pois a “esquerda” de uma pessoa que está a sua frente, olhando para ela, coincide com a sua “direita”. Quando isso acontece, podemos dizer que a criança conhece sua lateralidade. (Pires, Curi e Campos, 2000, p. 54).
     A orientação espacial é desenvolvida através da interação do corpo com o meio, o bebe quando desvia de um objeto ou a criança do jardim quando se movimenta com autonomia entre os diferentes ambientes escolar está aprimorando este sentido. Outro exemplo citado é observar as formas existentes em uma obra de arte, costumo trabalhar com obras do artista Romero Britto exaltando suas cores e formas.




      Sendo assim compreendi a importância de se trabalhar com os conceitos de espaço e forma, desde o berçário para auxiliar do desenvolvimento de noções importantes para sua localização no futuro, com independência e agilidade.

     

domingo, 11 de dezembro de 2016

Operações matemáticas


     Através da leitura da leitura do texto “Técnicas e Tecnologias no Trabalho com as Operações Aritméticas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental dos autores Bittar, Freitas e Pais, podemos refletir sobre algumas perspectivas didáticas atuais, que contribui para uma aprendizagem mais significativa.
     Desde a educação infantil já é possível trabalhar diversos conceitos matemáticos, de forma experimental e lúdica. Costumo trabalhar classificação e seriação com materiais concretos. Também é possível trabalhar com pequenos cálculos em jogos e brincadeiras do cotidiano e na própria rotina, um exemplo é o painel “quantos somos”, utilizado para contar, quantas meninas estão presentes, quantos meninos e ao todo quantos somos (adição) e quantos alunos não compareceram a escola (subtração). Procuro introduzir desafios para ser solucionados individualmente ou em grupo, como por exemplo para trabalhar a divisão, em grupo, André tem 10 pecinhas e quer repartir igualmente com mais quatro colegas, com quantas pecinhas ficará cada um? Como chegaram a este resultado?
     Trabalhei um ano com turma de primeiro ano do ensino fundamental, costumava trabalhar, além do livro didático, com material dourado, e cada aluno podia usar palitinhos de picolé, muitos já carregavam em seus estojos para auxilia-los nas atividades. Confesso que após a leitura compreendi a importância de se trabalhar com materiais concretos para estabelecer significado ao que se está experimentando e com o material dourado, assim como o ábaco o aluno consegue visualizar a decomposição do numeral. 
     Quando aprendi subtração conheci um termo muito famoso, utilizado até hoje: “empresta um”, com a leitura percebi que está não é a forma mais correta de ensinar. Na verdade o ideal é mostrar ao aluno como acontece a decomposição, onde na verdade ocorre uma troca de uma dezena por 10 unidades, mas é só através da experimentação que estes conceitos vão sendo construídos.
       O artigo da revista Nova Escola: “ Multiplicação e Divisão a toda hora”, trouxe várias sugestões para enriquecer a prática pedagógica, brincadeiras e desafios simples, mas que irão desenvolver conceitos de divisão e multiplicação de forma lúdica, mesmo antes da criança ter contato com os algarismos, como por exemplo pedir para a turma se dividir em dupla e verificar quantas duplas formaram. A criança quando passa a estabelecer significados, ou seja compreender como solucionar um problema buscando estratégias, com certeza terá maior facilidade em entender as operações matemáticas
      É importante pensar nos protagonistas da aprendizagem, contextualizar com seu cotidiano, o professor pode propor atividades, situações problemas envolvendo algo do cotidiano dos alunos e estimular o grupo a criar técnicas para buscar soluções.
      O aluno durante o processo de aquisição do conhecimento deve ter a oportunidade de desenvolver o gosto pela matemática, para isso cabe ao professor propor atividades desafiadoras, que propiciem descobertas através da experimentação.