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domingo, 12 de novembro de 2017

Visita ao Quilombo Chácara das Rosas


     No dia 10/11 realizamos uma visita ao antigo Quilombo Chácara das Rosas, atualmente Comunidade Chácara das Rosas, onde vivem diversas famílias descendentes de Quilombolas. Fizemos uma entrevista com Ângela Maria de Jesus, como pode ser vista no vídeo acima, ela falou com muito orgulho das tradições e mostrou que é passado aos descendentes,não apenas a tristeza vivida na época da escravidão, mas a luta e que não devem ter vergonha e sim orgulho de seus antepassados. Hoje estão vivendo outra parte da história, mas mantem viva as raízes , a luta por seus direitos e a esperança por dias melhores.
      O que me chamou muita atenção foi a discriminação que as crianças sofriam na escola por serem quilombolas, já na educação infantil, isso não acontecia. Com certeza as crianças pequenas são puras e dificilmente percebemos algum tipo de discriminação.

Estudos apontam que as crianças adquirem consciência das diferenças raciais, em média, dos três aos cinco anos, e, com o tempo, passam a atribuir julgamentos aos diferentes grupos, com base na observação do meio em que vivem.
(Matéria retirada do jornal Folha de São Paulo, de 25/11/07)

Grupo: Janaína, Ângela Marques e Adriane
Ângela Maria de Jesus- entrevistada
Tia Carminha- Matriarca



sábado, 9 de setembro de 2017

Diversidade

     Durante pesquisa sobre o preconceito me deparei com uma frase que trouxe grande reflexão:

     Antes de se identificar como um deficiente ou diferente, a criança convive com a idéia de normalidade e assim se percebe, é o olhar o outro que a nomeia e a inscreve como portadora de uma falta ou de um excesso, e mais que isso, a encaminha para o universo dos anomálogos. (LOPES, 2008, p. 03).

      Já trabalhei com diferentes crianças, com deficientes (visual, hidrocefalia e Síndrome de Willians) e na Educação Infantil nunca tinha observado em minhas turmas algum tipo de discriminação, sabiam que havia diferença, mas que eram crianças como eles e ajudavam nas suas limitações. A criança pequena não tem a mesma maldade do adulto. Este ano o olhar do outro, mais especificamente de uma mãe, fez com que a diferença fosse percebida e houvesse discriminação, estamos falando de crianças de 4 e 5 anos. Esta mãe chamou o menino de XXXXX gordão, na frente de outras crianças e mães, desde o acontecido já me deparei com diferentes alunos repetindo a rotulação.
     E agora o que fazer?
     O Pead está me auxiliando a buscar alternativas. Iniciei um projeto, onde através da Literatura estou trabalhando a diversidade, não apenas física, mas cultural.

A literatura infantil pode ser o cerne da construção de uma educação inclusiva, pois operando a partir de sugestões fornecidas pela fantasia e imaginação, socializa formas que permitem a compreensão dos problemas e demonstra-se como ponto de partida para o conhecimento real e a adoção de uma atitude que valorize as diferenças e as particularidades (ZARDO; FREITAS, 2004, p.2).


    A seguir algumas histórias que já trabalhamos:
Painel: Diversidade e Literatura Infantil

Elmer o elefante xadrez

A esquisita aranha Rita

Meninos de todas as cores

domingo, 3 de setembro de 2017

Primeiro encontro presencial EIXO VI

      Esta semana iniciamos o Eixo VI do Pead, no encontro presencial tivemos duas interdisciplinas: Seminário Integrador VI e Questões Étnico-raciais na Educação: Sociologia e História.
      Tivemos um momento de contemplação das poesias de escritores que trazem as questões  de diversidade. Li, e fiquei encantada com um trecho de Caio Fernando Abreu: " Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre se perdeu no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva". 
      Os assuntos abordados trouxeram reflexões sobre a diversidade e o preconceito. Temas que devem ser abordados nas escolas de forma a tentar formar cidadãos que repeitem as diferenças, sendo que todos somos diferentes, seja na cor, raça, cultura e forma física. É triste escutar relatos das colegas e perceber que o preconceito está presente no dia a dia, não só da escola, mas da sociedade em geral.

     Na imagem acima observamos a história de uma colega que sofreu com o preconceito por ser gordinha na época que estava na escola. E fica a pergunta para ser respondida durante o semestre:" _ Como nós professores podemos lidar com situações de discriminação?
     Algumas questões surgiram em debate com meu grupo de estudos:

Dúvidas:
  • Como evitar o preconceito?
  • Por que as pessoas são tão duras e magoam?
  • Por que as pessoas rotulam?
Certezas:
  • Preconceito marca para sempre.
  • Todos somos diferentes.
  • Como professoras temos que ser exemplo.
     Com isso espero que o semestre seja muito produtivo, transformando as dúvidas em certezas e esclarecendo novas questões que surgirem