segunda-feira, 10 de junho de 2019

Expectativas para o estágio



Antes de iniciar meu estágio trouxe as seguintes indagações:

      “Chegou o eixo 8 do Pead, neste semestre será nosso estágio docente. São muitas expectativas, sobre como vai ser, qual professor irá orientar, como trabalhar com ferramentas digitais, sendo que são poucas disponíveis na escola e meus alunos são de turma de jardim 1 ( 4 e 5 anos). Espero que esta experiência e as trocas com colegas, professores e tutores possam contribuir para enriquecer meu trabalho em sala de aula. Acredito que será um momento de grandes reflexões e muita aprendizagem, através das trocas. Penso que o estágio é um momento de inovar, trazer novos recursos e metodologias, adequando para faixa etária e projeto. Já tenho observado minha turma, buscando possíveis temas para desenvolver projetos de aprendizagem. Estou um pouco ansiosa em relação ao TCC, sobre qual dados coletar e o tema que irei escolher para escrever. Este será, com certeza, um semestre de bastante trabalho, onde a organização do tempo será um aliado para poder planejar, fazer as reflexões, coletar dados, já pensar no TCC, além da dedicação a cadeira eletiva, cursos e a interdisciplina de Seminário Integrador.”
          Atualmente, tendo concluído meu estágio, posso dizer que este foi um momento de muita reflexão, de retomar a teoria e trazer para a prática de sala de aula. Com certeza a organização do tempo foi fundamental para organizar o planejamento, recursos e reflexões. As dicas da professora orientadora, assim como os relatos e sugestões das colegas foram muito importantes e contribuíram para enriquecer meu trabalho.  Sinto-me realizar em relatar que consegui inovar, trazer novas propostas que encantaram tanto os alunos como os familiares, procurei trabalhar com tecnologias, mas como a escola não dispunha de recursos, utilizei de uso pessoal. Os alunos tiveram a oportunidade de ser protagonistas na construção do conhecimento, sendo que trabalhamos com projetos de aprendizagens, com temas de interesse dos alunos. O tema para o TCC surgio de algo que fez parte de todo meu estágio, que foi o trabalho com projetos de aprendizagem, cuja questões de pesquisa é “ Como trabalhar projetos de aprendizagem com crianças pequenas na Educação Infantil?”.
          O Pead, me transformou enquanto profissional de educação e acredito que o professor deve estar sempre buscando se qualificar em busca de uma educação inovadora e de qualidade, pretendo continuar me qualificando para ser um diferencial na vida de meus alunos.


Refletindo sobre a prática no PEAD




      Segundo Freire, pensar certo o ensinar "coloca o professor ou, mas amplamente, à escola, o dever de não só respeitar os saberes com que os educandos, sobretudo das classes populares, chegam a ela” (FREIRE, 2015, p. 31). Cada aluno traz consigo uma bagagem de conhecimentos e vivências que podem ser compartilhados e contribuir para o processo ensino- aprendizagem. É necessário que se estabeleça diálogo entre alunos e professores, e não de dominação, tendo em vista que “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (FREIRE, 2015, p. 25), através do diálogo o professor transmite segurança ao aluno e possibilita deixar fluir as curiosidades do aluno.

      O professor deve "Saber que ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou a sua construção” (FREIRE, 2015, p. 47), por diversos momentos, em sua obra, o autor insiste que o professor necessita compreender que "ensinar não é transferir conhecimento", para que haja aprendizagem é necessário que se adquira compreensão sobre o que está sendo estudado, além de estabelecer relações significativas, faz-se necessário a construção de relações que envolvam o respeito, a autonomia e a curiosidade do educando.

       Nesta perspectiva, aluno e professores tornam-se criadores, instigadores, inquietos, curiosos, persistentes e humildes.

       O Pead trouxe esta reflexão sobre como ser professor, que tipo de aluno quer formar e como deve ser o ensino/aprendizagem. Através do curso pude repensar minha prática e procurar ser uma professora melhor, tendo um olhar diferenciado e reflexivo sobre meus alunos, suas necessidades e interesses.


http://janapead2.blogspot.com/2017/08/refletindo-sobre-pratica-no-pead.html

domingo, 9 de junho de 2019

Avaliação na Educação Infantil

Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998), a avaliação deve ser uma prática sistemática e contínua, tendo como principal objetivo a melhoria da ação educativa. Conforme a Lei nº 9.394 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996), o ato avaliativo na Educação Infantil, deve ocorrer sem o objetivo de promoção, mas com a finalidade de acompanhar o desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social.
O professor de Educação Infantil deve ser observador, para poder detectar o que os alunos são capazes de fazer, o conhecimento prévio que trazem e que estão aprendendo. Através da observação é possível detectar quais as necessidades precisam ser trabalhadas, os interesses para construir projetos.
Avaliação nesta faixa etária não é algo que seja feita em um determinado momento especifico, deve ocorrer diariamente. Para auxiliar pode-se fazer registros. Eu trabalho com Educação Infantil, mantenho um caderno de registro que irá me auxiliar no final do semestre a elaborar um parecer descritivo, contendo a trajetória do aluno.
A avaliação serve não apenas para verificar o que os alunos sabem, mas também para que o professor possa avaliar sua prática.
Para Hoffmann (2012) a avaliação na Educação Infantil é, pois, “um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo tempo e em vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, a melhoria do objeto avaliado” (HOFFMANN, 2012, p. 13). A partir da avaliação é possível repensar o planejamento e procurar novas alternativas para alcançar os objetivos propostos.


sexta-feira, 7 de junho de 2019

Análise do Blog

   Segundo Kleiman,

A compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimento prévio: o leitor utiliza a leitura o que ele já sabe, o conhecimento adquirido ao longo de sua vida. É mediante a interação de diversos níveis de conhecimento, como o conhecimento linguístico, o textual, o conhecimento de mundo, que o leitor consegue construir o sentido do texto. E porque o leitor justamente utiliza diversos níveis de conhecimentos que interagem entre si, a leitura é considerada um processo interativo. Pode-se dizer com segurança que sem engajamento do conhecimento prévio do leitor não haverá compreensão (1989, p. 13).
     
      As leituras realizadas nas interdisciplina do PEAD, o uso do conhecimento prévio (minha prática docente) contribuíram para a construção deste blog. Posso afirmar, que esta escrita ao longo dos semestres contribuíram para uma evolução linguística, comparando os textos desde o primeiro eixo é possível ver o crescimento do nível de exigência da escrita, ou seja, passei a cobrar uma escrita mais reflexiva e contextualizada, proporcionando aos leitores uma melhor compreensão, através dos relatos de experiências.
    Percebo que estou mais exigente com a escrita, muitas vezes lendo e relendo minhas produções. Observando se há interação entre referencial teórico e o desenvolvimento da prática. Através das leituras, o professor é capaz de refletir sobre novas propostas e até repensar deu fazer pedagógico, visando uma educação de melhor qualidade para seus alunos.
      No início da construção deste espaço apenas fazia resumos de trabalhos ou de como tinha sido as propostas de atividades da semana, com o tempo foi mudando o tipo de postagem, buscando trazer reflexões sobre as leituras realizadas.
       A leitura é uma grande aliada no processo de escrita, tanto para conceitos apresentados quanto no aprendizado de sua estrutura e ampliação do vocabulário.








quinta-feira, 6 de junho de 2019

Ser professor



      Para mim ser professor era um sonho de criança, uma brincadeira, que com o passar do tempo se tornou realidade. Após me formar no magistério, segui a carreira, muito focada no papel do professor que fez parte da minha história, o professor tradicional, mesmo trabalhando com Educação Infantil, percebo hoje que na maioria das vezes trazia atividades prontas, com temas que eu julgava interessante.
      Com os estudos do PEAD comecei a pensar que tipo de professora gostaria de ser. E tive a oportunidade de inovar, experimentar muitas questões trazidas nas interdisciplinas. O meu olhar com relação as crianças mudou, estou mais atentas as indagações e necessidades de cada criança. Atualmente trabalho com projetos de aprendizagem, partindo dos interesses dos alunos e dando a oportunidade de participarem ativamente da construção das aprendizagens.

Temos encontrado que esta inversão de papéis pode ser muito significativa. Quando o aprendiz é desafiado a questionar, quando ele se perturba e necessita pensar para expressar suas dúvidas, quando lhe é permitido formular questões que tenham significação para ele, emergindo de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais, passa a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas. Quem consegue formular com clareza um problema, a ser resolvido, começa a aprender a definir as direções de sua atividade. (FAGUNDES, 1999, p. )

     Muitas vezes me sentir desafiada e não tinha certeza se estava fazendo certo, mas é experimentando, questionando, errando e fazendo de novo, buscando novas alternativas, que aprendemos.
     Percebo que ser professor na atualidade não está sendo fácil, nos deparamos com falta de recursos e de valorização professor. Mas, não devemos nos acomodar, devemos lutar para uma melhor qualidade no nosso ensino. Sinto orgulho de poder dizer que estou fazendo minha parte, procurando qualificação e em pequenas ações que estão transformando minha sala de aula em um ambiente desafiador e construído com o auxílio dos alunos e familiares.


sábado, 1 de junho de 2019

Ser reflexivo


      O PEAD vem proporcionando uma reflexão constante com relação a nossa prática pedagógica. Sobre a necessidade de inovar para atender as demandas da sociedade atual. O professora deve ser reflexivo , estar aberto a mudanças, a buscar novos recursos, principalmente no que se refere a tecnologias. Sabemos que muitas escolas dispõem de poucos recursos, mas segundo Fagundes:

Conseguir alguns computadores é só o começo. Depois é preciso conectá-los à internet e desencadear um movimento interno de buscas e outro, de trocas. Cabe ao professor, no entanto, acreditar que se aprende fazendo e saindo da passividade da espera por cursos e por iniciativas da hierarquia administrativa (FAGUNDES, 1999, p. 25).

       O professor inovador, vai a busca de alternativas para auxiliar no seu trabalho, procura participar de formações e se atualizar. Não deve se acomodar ao trivial, deve se desacomodar e propor novos desafios, na busca de uma melhor qualidade no processo de ensino/ aprendizagem. Em meu estágio curricular em docência na Educação Infantil em diferentes momentos usei recursos próprios visando oferecer a oportunidade de usar recursos tecnológicos, como por exemplos fotografias utilizando smartfone. 
       O professor deve ser observador e reflexivo, ao mesmo tempo que tem o papel de instigar seus alunos a serem cidadãos críticos.



domingo, 12 de maio de 2019

Projetos de Aprendizagem


      Durante meus estudos no PEAD, o estudo que mais me chamou atenção foi quanto aos projetos de aprendizagem, partindo do interesse dos alunos. Segundo Fagundes:
Quando falamos em “aprendizagem por projetos” estamos necessariamente nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo
sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já
pensava antes. (FAGUNDES, 1999, pg 16)
      Sendo assim, devemos antes de iniciar um projeto, saber que os alunos trazem consigo conhecimentos prévios que podem servir como base e trazer certezas e dúvidas sobre determinado tema. Como trabalho com Educação Infantil, por vezes me questionei como trabalhar com projetos de aprendizagem com crianças de jardim. De acordo com Fagundes, pensando na idade pré-escolar:

O que ocorre quando se oferecem diferentes situações para os alunos escolherem os materiais e as atividades que mais lhes interessem? E, quando estão interessados, eles aprendem a se organizar e a produzir? É possível afirmar que eles desenvolvem seus projetos quando fazem seus desenhos? Armam suas brincadeiras? Praticam seus jogos? Inventam suas histórias? (FAGUNDES, 1999, p 18)
      O objetivo do projeto é validar as certezas e construir conceitos para as dúvidas que surgiram. O professor deve ser um desafiador, neste processo e incentivar os alunos em suas pesquisas. Os alunos passam a ser protagonistas no processo de aprendizagem, buscando soluções para suas questões.
.      Na Educação Infantil, as crianças são capazes de contribuir com seus conhecimentos e criar suas hipóteses usando a imaginação e seus conhecimentos prévios. Como por exemplo, ao observar os animais que voam, que foi tema de projeto durante meu estágio, alguns alunos viram que levava uma minhoca na boca, disseram que levaria aos filhotes no ninhos, começaram a refletir como é feito o ninho.
     Ao trabalhar com projetos de aprendizagem é possível perceber a empolgação e a felicidade dos alunos ao descobrir suas questões, eles constroem suas hipóteses até chegar ao conceito final