domingo, 27 de novembro de 2016

As ciências e a vida sustentável

      Atualmente muito se tem falado sobre sustentabilidade, poder reaproveitar o lixo em nosso benefício com o objetivo de preservar os recursos naturais. A conscientização deve acontecer desde cedo, nós educadores temos a oportunidade de fazer nossos alunos refletir e compreender a importância destas ações para o futuro do nosso planeta, entender os cuidados que devemos ter com o meio ambiente e criar estratégias para minimizar os efeitos negativos.  Com e leitura do texto: "O índio brasileiro" de Baniwa, percebemos a importância que os povos indígenas dedicam a natureza, reconhecendo que devemos conhecê-la e respeitá-la, este ensinamento deve ser passado aos nossos alunos, através das aulas de ciências através de pesquisas, experimentações e atitudes sustentáveis.

       Na escola onde trabalho, estamos desenvolvendo um projeto de revitalização dos espaços, utilizando garrafas pets, com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para a importância de termos atitudes sustentável para preservar nosso meio ambiente.



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Projeto de Aprendizagem

     Ontem no encontro presencial da interdisciplina Seminário Integrador 4, discutimos em grupo sobre nossos projetos de aprendizagem. 
         No semestre passado, cada grupo escolheu um tema para desenvolver, escolhemos; "O que é nuvem e como os dados são armazenados nela". Várias dúvidas e certezas surgiram. Como o passar do desenvolvimento das pesquisas nossas dúvidas foram sanadas, mas outras foram surgindo. Com isso percebemos que quanto mais pesquisa sobre determinado assunto, novos questionamentos aparecem.
      Em nosso trabalho utilizamos um plano de ação diversificado, o que facilitou encontrar as respostas de nossas dúvidas. Usamos pesquisas, leituras de artigos, vídeos, entrevistas e visita a um data center.

domingo, 20 de novembro de 2016

Pensamento Infantil

     Como é interessante observar uma criança e seus questionamento com relação ao mundo que a cerca. Esta semana com minha turma de jardim 1, fomos observar o tempo, no pátio da escola. Muitas questões foram surgindo, mas a turma ficou encarregada de responde-las. Veja algumas das perguntas e suas respostas:


1.Onde está o sol?

_ O sol tá pertinho da casa da prof.

_Foi embora com o Papai do céu.

_Atrás da casa.

2. De onde vem a chuva?

_ Quando o papai do céu chora vem a chuva.

_A chuva desce, desce, desce até o chão, desce da nuvem.

3. Por que tá cheio de nuvem no céu?

_Porque vai começar a chover.

-Porque o papai do céu mora lá.

4. Por que as folhas das árvores balançam?

_Por causa do vento.

_Por que vai dar temporal.

5. Como você sabe que vai dar temporal?

_Por causa do barulho.

     As crianças desta faixa etária,  4 e 5 anos, buscam respostas para suas hipóteses relacionadas ao que conhecem, por isso cabe ao professor propiciar a aquisição de novas informações e descobertas, através de pesquisas e experimentações, para assim ampliar seu conhecimento de mundo.

sábado, 5 de novembro de 2016

Classificar é uma ciência?


Esta semana refletindo durante a atividade proposta na interdisciplina Representação do Mundos pelas Ciências Naturais sobre classificação, surgiu um questionamento: “ Classificar é uma ciência?”. Num primeiro momento minha resposta foi não. 

Fiz uma pesquisa com meu filho de 4 anos e 9 meses, onde entreguei para ele várias tampinha e pedi para organizar. Ele classificou por cor e tamanho. Perguntei se poderia organizar de outra forma, respondeu não, mas ficou pensativo, observando e de repente começou a trocar as tampinhas de lugar, não seguiu nenhuma ordem, disse ter organizado diferente.


Num segundo momento entreguei alguns botões, dois de cada tipo. Ele organizou em duplas, relatando ter colocados os iguais juntos. Perguntei ser podia organizar diferente, prontamente respondeu sim e os organizou segundo uma sequencia ordenada, em seguida os iguais um em cima do outro.


Após estas observações voltou a pergunta: “ Classificar é uma ciência?”.

Mas o que é ciência?

Segundo a Wikipédia, enciclopédia on line: “ ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas”.

Sendo assim, acredito que classificar é sim uma ciência, onde através da observação e da experimentação são levantadas reflexões e hipóteses sobre as possíveis formas de organização. No caso da atividade realizada com uma criança usando determinados objetos, de forma lúdica, diferentes conceitos foram trabalhados como cores, formas e tamanhos.

domingo, 16 de outubro de 2016

Vivenciando o tempo escolar

     Através da leitura do texto "Questões sobre o tempo no espaço escolar, de Cristiane Oliveira", percebi que desde o momento ao qual o aluno ingressa na escola se depara com uma organização em função do tempo, como divisão por séries anuais, semestres, bimestres ou trimestres, calendário e das aulas por períodos ou para os menores da educação infantil pela rotina, respeitando sempre os horários estabelecidos. Os níveis de aprendizagem ou grau de dificuldade de cada ano são definidos levando em conta o desenvolvimento humano.
     Na escola de educação infantil, onde trabalho, o tempo é organizado, primeiramente segundo a PPP da escola, com horários de entrada e saída e horário das refeições. O s objetivos e níveis de aprendizagens também constam neste documento. Para organização pedagógica do tempo na sala de aula conto com a rotina, que é flexível, podendo ser alterada segundo as necessidades da turma. Muitas vezes nossos projetos de aprendizagens são interrompidos por demandas referentes ao calendário anual que recebemos da secretaria de educação, estas acabem tornando-se massantes por não estarem de acordo com os interesses da turma.

     No que diz respeito à organização do tempo pedagógico/ de aprendizagem, a escola, a partir do ensino fundamental, apresenta um currículo pronto que deve ser seguido pra cada série, respeitando o tempo estipulado para executar a avaliação, onde o aluno deve atingir os objetivos estabelecidos, não levando em conta as diferenças e o ritmo de aprendizagem de cada aluno. Muitos alunos são obrigados a repetir a série por não ter atingido o nível de conhecimento no tempo imposto. Na educação infantil, felizmente, encontro uma flexibilidade quanto aos conteúdos e ritmo dos alunos o que facilita no processo de aquisição de conhecimentos.

     A organização do tempo escolar em todos os níveis de aprendizagem, deveria ir mais além do currículo pronto e do calendário, deveria levar em conta os interesses e a realidade dos alunos, ser flexível e respeitar o ritmo de cada um durante o processo de aprendizagem. A escola deveria ser um espaço de "alegria em aprender".

domingo, 9 de outubro de 2016

Que escola quero para meus alunos?

     Esta semana realizei a leitura do texto "Gaiolas ou asas?" de Rubens Alves. Refleti muito sobre a escola ideal para nossos alunos e a realidade em que nos encontramos.
       Segundo o autor: "

     Neste semestre tive a oportunidade de trabalhar com projetos de aprendizagem e vi como é significativo para o aluno poder  ter o papel de protagonista neste processo, onde o aluno escolhe o tema a ser abordado e busca as ferramentas necessárias para que este conhecimento seja adquirido, neste momento ele está aprendendo a "voar com as próprias asas".  
      Infelizmente, em muitas escolas, estes momentos tão ricos e prazerosos de aprendizagem são interrompidos por programas prontos que são impostos aos professores e que devem ser cumpridos, mostrando que nossas escolas apesar das inúmeras tentativas de serem escolas que são asas, acabam sendo escolas gaiolas, deixando de lado os interesses dos alunos.
     Cabe a nós professores tentar mudar esta situação, começando lá na nossa sala de aula, lembrando que os ensinamentos obtidos pelos nossos alunos serão levados para toda a sua vida... vamos ensiná-los a voar.


sábado, 8 de outubro de 2016

Pertencimento no Contexto Escolar



     Refletindo sobre o pertencimento ao ambiente escolar, percebi que a identidade é construída através das experiências (individuais e coletivas), o aluno vai criando vínculos e sentindo-se como parte integrante deste espaço, desta comunidade.

     Sarmento (2002) explica que o pertencimento constitui-se pelas relações comunitárias, pelas construções de referências, valores de pautas de condutas e distribuição de poderes que são inerentes à pertença comunitária (p. 276).


     Observando minha turma (jardim 1), percebo que desde o momento que chega a escola o aluno começa a interagir com o meio e sente parte daquele espaço, encontra na sala de aula seu ganchinho com foto para guardar a mochila, lugares para guardar seus pertences como toalhinha, copo e materiais de higiene pessoal, deparasse também com seus trabalhinhos, nome na chamada e no cartaz de aniversariante. Mas, sentir-se pertencente deste ambiente vai muito além da estrutura física, as crianças vão construindo laços de amizade, companheirismo e cooperação. 

     No que diz respeito à parte pedagógica, quando os alunos participam da construção de projetos, das atividades e percebem a valorização de suas produções, além de tornar o processo educativo mais prazeroso e significativo está sendo construídas relações de pertencimento ao contexto escolar e valorizando sua identidade. Atualmente estou trabalhando com o projeto: “Medos, monstros e mistérios”, que partiu dos interesses da turma, ele foi construído de forma cooperativa através de um mapa conceitual contendo os temas principais a serem abordados como bruxas, vampiros, fantasmas, entre outros, em seguida as duvidas e sugestões de como podemos trabalhar, pediram músicas, histórias, brincadeiras, quebra-cabeças e outros.

     Na busca de uma educação de qualidade é fundamental fazer com que todos se sintam como parte integrante dos espaços escolar tanto físico como pedagógico, buscando estratégias de forma conjunta e cooperativa.