sexta-feira, 22 de junho de 2018

Planejamento em Ação

      Neste semestre vimos que para planejar é preciso levar em conta alguns aspectos como a intencionalidade, precisamos levar em conta os objetivos que pretendemos atingir com determinadas atividades, toda ação pedagógica deve ter um por que. 
      Através de um currículo integrado temos a oportunidade de tornar a aprendizagem mais significativa, partindo de temas de interesse dos alunos podemos desenvolver atividades envolvendo diferentes áreas do conhecimento.

"Falar de interdisciplinariedade é ver as salas de aula, o trabalho currícular
a partir da ótica de conteúdos culturais, ou seja, tentar ver que relações e
agrupamentos de conteúdos podem ser feitos, por matérias, por blocos 
de conteúdos, por áreas do conhecimento e experiências, etc (Santomé, 1998, p.61)"

      Outros elementos devem ser observados no planejamento como metodologias, recursos e avaliação. Segue um exemplo de planejamento aplicado em minha turma este ano:






Dados de Identificação:
Escola: EMEI Terezinha Santos Tergolina
Série: Jardim 1
Turma: J1A

Objetivo Geral:   Proporcionar momentos de prazer através da literatura, ampliando vocabulário, organização de pensamentos e a criatividade.

Objetivos:
·         Desenvolver o gosto pela leitura;
·         Refletir sobre sentimentos e valores;
·         Estimular a imaginação, o faz de conta e a criatividade;
·         Resgatar obras literárias ligadas ao universo infantil;
·         Aprimorar a coordenação motora fina;
·         Realizar contagem em brincadeiras.

Conteúdos:
·         Linguagem oral e escrita;
·         Imaginação;
·         Criatividade;
·         Coordenação motora fina;
·         Números.

Procedimentos:
·         Conversa: Quem conhece o sítio do Pica Pau Amarelo? Quem mora lá?
·         Hora do Conto: Sítio do Pica Pau Amarelo: Um lugar diferente;
·         Avental para apresentar os personagens do sítio;
·         Conversa sobre a história, que apresenta os personagens;
·         Confecção dos personagens com sucatas;
·         Exposição dos personagens;
·         Brincadeira: Corrida maluca de Sacis ( pulando com um pé só, de acordo com a quantidade que aparecer no dado).

Avaliação: A avaliação será feita por observação, registro e conversas com os alunos, que irão relatar como foi à atividade.


     Foi uma experiência muito gratificante, partir do interesse dos alunos por histórias e proporcionar momentos de construção, de criatividade e imaginação. Os alunos ficaram encantados com cada personagem e suas características. Em suas brincadeiras posteriores observei o uso das aprendizagens. Seus relatos foram muito ricos e demonstraram o grande interesse e novos questionamentos surgiram, o que dará segmento ao projeto.

EJA

     Como trabalha de campo, em grupo, optamos por realizar uma entrevista com três profissionais que atuam ou já atuaram com a EJA. Fiquei encantada pela categoria e pela afeto que as professoras expressaram por seu trabalho. Muitos fatores foram destacados por levaram os alunos a EJA, muitos tiveram que largar seus estudos para ajudar no sustento da família e depois de anos sentiram a necessidade de voltar a estudar para uma melhor posição no trabalho ou por se sentirem inferiores socialmente.
      Destacamos que os educadores não tinham formação na área, mas buscaram alternativas para adequar suas aulas as necessidades destes jovens e adultos, que em sua maioria trabalhavam durante o dia e chegavam a  escola cansados, precisando ser motivados para prosseguir os estudos e não evadir.

“Os professores desprovidos de material técnico necessário, de condições mínimas de trabalho e de um corpo de conhecimento que possa subsidiar os desafios impostos pela prática educativa, tais professores, a grande maioria leigos, são obrigados a aceitar o desafio de escolarizar adultos sem o mínimo preparo necessário ao bom desempenho.” HARA. 1992.

      Na sala de aula da EJA percebe-se a importância de levar em conta a bagagem de conhecimento que o aluno traz e usa-la como aliada no processo de aprendizagem.

"De  acordo com Vygotsky(2008) o sujeito é ativo e interativo, pois constrói conhecimento e constitui-se por meio das relações interpessoais. É na troca com outros sujeitos e consigo mesmo que seus conhecimentos, papéis e funções sociais vão sendo internalizados, possibilitando a construção de novos conhecimentos e o desenvolvimento da personalidade e da consciência"

      Não tenho experiência na EJA, percebo que é um 
grande  desafio ter a oportunidade de poder trabalhar com 
turmas tão diversificadas quanto a idade, saberes, mas vejo
como um ambiente de grande possibilidades de trocas e de
novas aprendizagens.

Centro de Interesses

Os centros de interesses, são um processo de ensino que consiste em agrupar à volta dum mesmo assunto que interessa à criança um conjunto de noções a aprender, de mecanismos a montar, de hábitos a adquirir, condição do perfeito desenvolvimento do ser no meio em que vive e ao qual ele se adapta. A técnica dos Centros de Interesse – ao mesmo tempo livre e orientada pelo educador, principalmente aplicada a aquisição de conhecimentos, serve também para a educação psicológica, ao despertar do sentido social e à formação moral (BASSAN, 1978, p.17)

      A aprendizagem quando parte de interesse, curiosidade, torna-se significativa. Cabe ao professor num primeiro momento ser observador, conhecer seus alunos, a comunidade onde estão inseridos e a partir daí descobrir os interesses. Nos centros de Interesse os alunos escolhem o que querem aprender, constroem o próprio currículo de acordo com a sua curiosidade, integrando as áreas do conhecimento. Partindo de uma necessidade ou curiosidade, a criança investiga e aprende. Na Educação Infantil, muitas vezes num momento de brincadeira surgem os questionamentos e grandes projetos. Já desenvolvi alguns projetos que surgiram do interesse dos alunos como por exemplo: "As formigas", " Medos e monstros", " Contos, cantos e encantos" e " Maluquinho por Artes". Foi uma experiência riquíssima poder verificar as certezas e dúvidas com relação aos temas e verificar o entusiasmo ao solucionarem as dúvidas e perceber que o conhecimento está sendo construído de forma significativa.


Uso das tecnologias em sala de aula


     As tecnologias são grandes aliadas como recursos de aprendizagem no processo de construção do conhecimento. Nas primeiras escolas os recursos eram muito limitados, vem evoluindo assim como a sociedade. Antes tínhamos apenas quadro e giz, hoje podemos contar com diversificados recursos áudio-visuais, de acordo com a realidade de cada escola. Mas não apenas na sala de aula, mas em casa, com o uso da internet os alunos tem grande acesso a informação, cabe ao professor saber utilizar estes recursos. Atualmente estou cursando a oficina de Tecnologia do Pead, onde estamos aprendendo a usar diferentes ferramentas, como Google Docs, Google Classroom, CMaps e PBworks. Acredito que o professor deve estar sempre procurando se atualizar para inovar na sala de aula. 


domingo, 17 de junho de 2018

Tecnologia e Inovação Pedagógica


     A Inovação pedagógica nos traz uma perspectiva de evolução, mudanças e ruptura paradigmáticas, sociais e históricos.
     Entendemos que se estabelece uma grande reflexão sobre a forma de entender o conhecimento, levando em conta que o aluno não aprende por cópia e repetição, mas pela interação, vertente voltada para novas concepções pedagógica. O aluno não é uma tábula rasa, ele traz uma bagagem de experiências sociais e suas ações são capazes de transformar o meio. Deve-se procurar trazer temas de interesse dos alunos, do seu contextos, através de projetos de aprendizagem. Primeiramente o professor de educação infantil pode observar seus alunos e assim encontrar os eixos temáticos para elaborar seu planejamento, em uma turma as crianças iam pro pátio e começavam a observar as formigas, surgindo assim um projeto de pesquisa.
     De acordo com uma perspectiva histórica percebemos que os recursos tecnológicos vêm evoluindo e com isso as instituições de ensino precisam inovar, buscando acompanhar esta evolução. Infelizmente as instituições públicas de ensino não acompanham a evolução tecnológica, faltando recursos para enriquecer nossas aulas.
     O professor na atualidade tem o papel de inovar, romper com métodos tradicionais de ensino e juntamente com seus alunos construir uma educação significativa e de qualidade, utilizando diferentes recursos disponíveis, como na educação infantil presamos muito a criatividade e a imaginação, podemos transformar sucatas em Smartfones e computadores.


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domingo, 20 de maio de 2018

Desafios da EJA no Brasil




"Emília Ferreiro e Ana Teberosky iniciaram, em 1974, uma investigação que permitiu demonstrar que o domínio do código escrito é uma aquisição conceituai, é a apropriação de um novo objeto de conhecimento. Com instrumental piagetiano de investigação, partiram da concepção de que a aquisição do conhecimento se baseia na atividade do sujeito em interação com o objeto de conhecimento e mostraram que as crianças pré-escolarizadas têm ideias, teorias e hipóteses sobre o código escrito; mostraram também como elas chegam a aprender a ler e escrever."


FERREIRO, Emília e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986



   Na unidade 2 da interdisciplina EJA, estudamos sobre Práticas pedagógicas e concepções epistemológicas: alfabetização e letramento, no contexto da educação popular, Características da linguagem e do pensamento do educando jovem e adulto e a Psicogênese da língua escrita 

   Conforme observamos nos textos e vídeos, existem vários motivos que podem ter levado os jovens e adultos a parar os estudos, ou até mesmo nunca tenham os iniciados, entre eles destacamos a necessidade de ingressar no mercado de trabalho para garantir o sustento da família.

   Mas a busca por qualificação pessoal e profissional faz com que busquem conhecimento em instituições de ensino que ofereçam o ensino de jovens e adultos.

   O currículo e as metodologias devem ser pensadas para atendar as especificidades destes grupos, que diferentemente das crianças, já trazem uma grande bagagem de conhecimento e entendimento da importância e utilidades do mundo letrado, eles não são uma tabula rasa, já trazem diferentes conhecimentos que podem auxiliar no processo de aprendizagem, quanto ao muito letrado já tem alguns conhecimentos sabem diferenciar letras de imagens, reconhecem graficamente propagandas e rótulos, é importante o professor identificar este conhecimento prévio e utiliza-lo em sala de aula. Paulo Freire nos faz pensar que o processo de alfabetização de jovens e alunos, vai muito além de apenas decodificar a escrita e a leitura, mas é um ato político, onde o educando constrói sua aprendizagem é principalmente é capaz de construir da sua história e da sua leitura de mundo, como membro da sociedade. Para o autor a leitura da palavra deve estar ligada a leitura de mundo, infelizmente a realidade que nos deparamos na maioria das escolas é um processo mecânico de ensino que não leva em conta as experiências e hipóteses dos educandos.

   Se para o professor é importante conhecer e valorizar os pré-conhecimentos trazidos pelos alunos pequenos, imagina com os jovens e alunos, que podem dividir e refletir com os colegas e professores sobre seus conhecimentos e experiências.
   
   Não tenho experiência como professora da EJA, apenas fiz observação de uma turma e achei muito interessante, a professora não tinha uma postura autoritária, conversava com os alunos, perguntava como foi o dia, demonstrava respeitar a diversidade encontrada na turma, onde tinha alunos mais velhos, que não estudavam a bastante tempo e outros mais jovens, o interessante foi perceber como um ajudava o outro, enquanto a professora mediava a aprendizagem, de acordo com o nível de cada um.

  É importante que a escola da EJA seja um lugar motivador e significativo, para evitar a evasão e poder contribuir positivamente na formação destes jovens e adultos.

domingo, 6 de maio de 2018

Escola Nova

    Na virada do século XIX para XX, surge o movimento  Escola Nova, tendo como seus fundadores Ovide Decroly, Maria Montessori, John Dewey, Célestin Freinet e outros, que apresentaram uma grande crítica ao modelo tradicional de ensino. Surge assim uma nova concepção de ensino voltada ao aluno e o fazer pedagógico, apresentando alternativas diferenciadas como o uso de materiais concretos e novas organizações de espaço, proporcionando experiências de acordo com os centro de interesses dos alunos. John Dewey defendia que o aluno aprende os conteúdos através da prática, do concreto. Ovide Decroly, acreditava que a criança aprendi o mundo com base no todo, e que o centro de interesses leva a busca pelo conhecimento. Maria Montessori defende o respeito às necessidades e aos interesses de cada aluno, de acordo com os estágios de desenvolvimento para cada faixas etárias. Célestin Freinet criou uma pedagogia diferenciada com  aulas-passeio, jornal de classe, e  um projeto de escola popular, moderna e democrática.
     Cada um contribuiu com suas idéias para repensarmos a escola. A criança não era mais vista como um adulto em miniatura, mas como criança, e protagonista no processo de aprendizagem.