sábado, 24 de dezembro de 2016

Espaço e Forma


       Como professora da Educação Infantil, a partir das leituras propostas percebei que muitas vezes trabalhamos com os conceitos de espaço e forma sem nos darmos conta seja no berçário quando estimulamos o bebê a engatinhar pela sala de aula ou no jardim quando pedimos para guardar os materiais ou brinquedos em seus respectivos locais.
      A aprendizagem nesta faixa etária acontece através do lúdico, das atividades práticas, ou seja, através da experimentação. Costumo, para trabalhar com formas geométricas, primeiramente deixar a turma explorar os blocos lógicos para depois apresentar o nome de cada figura e em seguida procurar no espaço da sala de aula objetos com determinadas formas, como por exemplo, a mesa redonda, o quadro retangular e o assento da cadeira quadrado.
      O texto “ESPAÇO ESFORMA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA COM PROFESSORES ATUANTES EM FORMAÇÃO” de Evandro Tortora nos relata exemplos de atividades práticas como dobraduras, tangran e sucatas, com sucatas podemos construir uma maquete observando questões de forma e espaço. Nos mostra também que é fundamental o professor dominar os conteúdos: lateralidade, orientação espacial e percepção geométrica, importantes no desenvolvimento das crianças. 
       Segundo Pires, Curi e Campos (2001):
 Essa “lateralização” precisa evoluir, pois a “esquerda” de uma pessoa que está a sua frente, olhando para ela, coincide com a sua “direita”. Quando isso acontece, podemos dizer que a criança conhece sua lateralidade. (Pires, Curi e Campos, 2000, p. 54).
     A orientação espacial é desenvolvida através da interação do corpo com o meio, o bebe quando desvia de um objeto ou a criança do jardim quando se movimenta com autonomia entre os diferentes ambientes escolar está aprimorando este sentido. Outro exemplo citado é observar as formas existentes em uma obra de arte, costumo trabalhar com obras do artista Romero Britto exaltando suas cores e formas.




      Sendo assim compreendi a importância de se trabalhar com os conceitos de espaço e forma, desde o berçário para auxiliar do desenvolvimento de noções importantes para sua localização no futuro, com independência e agilidade.

     

sábado, 17 de dezembro de 2016

Projetos de Aprendizagem

      Esta semana no Pead apresentamos nossos projetos de aprendizagem. Foi uma experiência riquíssima, poder compartilhar o processo pela buscas de respostas as nossas dúvidas e verificar que os outros grupos também encontraram dificuldades e novos questionamentos foram surgindo no decorrer do processo.
      Com certeza a aprendizagem a partir de nosso interesses se torna mais significativa e prazerosa. O tema escolhido pelo meu grupo foi: "O que é nuvem e como os dados são armazenados nela?", primeiramente traçamos um plano de ação que nos levasse, através de diferentes alvos de pesquisa, a responder a questão. Montamos um quadro de dúvidas e certezas e partimos para leituras, vídeos, entrevistas e visita a um data center. 
         Foram momentos de grandes aprendizagens, posso dizer que nossas dúvidas foram sanadas, mas muitas novas surgiram, assim como as certezas. Chegamos a conclusão que um projeto de aprendizagem não termina, pois sempre acaba aflorando novos alvos de pesquisa.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Operações matemáticas


     Através da leitura da leitura do texto “Técnicas e Tecnologias no Trabalho com as Operações Aritméticas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental dos autores Bittar, Freitas e Pais, podemos refletir sobre algumas perspectivas didáticas atuais, que contribui para uma aprendizagem mais significativa.
     Desde a educação infantil já é possível trabalhar diversos conceitos matemáticos, de forma experimental e lúdica. Costumo trabalhar classificação e seriação com materiais concretos. Também é possível trabalhar com pequenos cálculos em jogos e brincadeiras do cotidiano e na própria rotina, um exemplo é o painel “quantos somos”, utilizado para contar, quantas meninas estão presentes, quantos meninos e ao todo quantos somos (adição) e quantos alunos não compareceram a escola (subtração). Procuro introduzir desafios para ser solucionados individualmente ou em grupo, como por exemplo para trabalhar a divisão, em grupo, André tem 10 pecinhas e quer repartir igualmente com mais quatro colegas, com quantas pecinhas ficará cada um? Como chegaram a este resultado?
     Trabalhei um ano com turma de primeiro ano do ensino fundamental, costumava trabalhar, além do livro didático, com material dourado, e cada aluno podia usar palitinhos de picolé, muitos já carregavam em seus estojos para auxilia-los nas atividades. Confesso que após a leitura compreendi a importância de se trabalhar com materiais concretos para estabelecer significado ao que se está experimentando e com o material dourado, assim como o ábaco o aluno consegue visualizar a decomposição do numeral. 
     Quando aprendi subtração conheci um termo muito famoso, utilizado até hoje: “empresta um”, com a leitura percebi que está não é a forma mais correta de ensinar. Na verdade o ideal é mostrar ao aluno como acontece a decomposição, onde na verdade ocorre uma troca de uma dezena por 10 unidades, mas é só através da experimentação que estes conceitos vão sendo construídos.
       O artigo da revista Nova Escola: “ Multiplicação e Divisão a toda hora”, trouxe várias sugestões para enriquecer a prática pedagógica, brincadeiras e desafios simples, mas que irão desenvolver conceitos de divisão e multiplicação de forma lúdica, mesmo antes da criança ter contato com os algarismos, como por exemplo pedir para a turma se dividir em dupla e verificar quantas duplas formaram. A criança quando passa a estabelecer significados, ou seja compreender como solucionar um problema buscando estratégias, com certeza terá maior facilidade em entender as operações matemáticas
      É importante pensar nos protagonistas da aprendizagem, contextualizar com seu cotidiano, o professor pode propor atividades, situações problemas envolvendo algo do cotidiano dos alunos e estimular o grupo a criar técnicas para buscar soluções.
      O aluno durante o processo de aquisição do conhecimento deve ter a oportunidade de desenvolver o gosto pela matemática, para isso cabe ao professor propor atividades desafiadoras, que propiciem descobertas através da experimentação.


domingo, 27 de novembro de 2016

As ciências e a vida sustentável

      Atualmente muito se tem falado sobre sustentabilidade, poder reaproveitar o lixo em nosso benefício com o objetivo de preservar os recursos naturais. A conscientização deve acontecer desde cedo, nós educadores temos a oportunidade de fazer nossos alunos refletir e compreender a importância destas ações para o futuro do nosso planeta, entender os cuidados que devemos ter com o meio ambiente e criar estratégias para minimizar os efeitos negativos.  Com e leitura do texto: "O índio brasileiro" de Baniwa, percebemos a importância que os povos indígenas dedicam a natureza, reconhecendo que devemos conhecê-la e respeitá-la, este ensinamento deve ser passado aos nossos alunos, através das aulas de ciências através de pesquisas, experimentações e atitudes sustentáveis.

       Na escola onde trabalho, estamos desenvolvendo um projeto de revitalização dos espaços, utilizando garrafas pets, com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para a importância de termos atitudes sustentável para preservar nosso meio ambiente.



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Projeto de Aprendizagem

     Ontem no encontro presencial da interdisciplina Seminário Integrador 4, discutimos em grupo sobre nossos projetos de aprendizagem. 
         No semestre passado, cada grupo escolheu um tema para desenvolver, escolhemos; "O que é nuvem e como os dados são armazenados nela". Várias dúvidas e certezas surgiram. Como o passar do desenvolvimento das pesquisas nossas dúvidas foram sanadas, mas outras foram surgindo. Com isso percebemos que quanto mais pesquisa sobre determinado assunto, novos questionamentos aparecem.
      Em nosso trabalho utilizamos um plano de ação diversificado, o que facilitou encontrar as respostas de nossas dúvidas. Usamos pesquisas, leituras de artigos, vídeos, entrevistas e visita a um data center.

domingo, 20 de novembro de 2016

Pensamento Infantil

     Como é interessante observar uma criança e seus questionamento com relação ao mundo que a cerca. Esta semana com minha turma de jardim 1, fomos observar o tempo, no pátio da escola. Muitas questões foram surgindo, mas a turma ficou encarregada de responde-las. Veja algumas das perguntas e suas respostas:


1.Onde está o sol?

_ O sol tá pertinho da casa da prof.

_Foi embora com o Papai do céu.

_Atrás da casa.

2. De onde vem a chuva?

_ Quando o papai do céu chora vem a chuva.

_A chuva desce, desce, desce até o chão, desce da nuvem.

3. Por que tá cheio de nuvem no céu?

_Porque vai começar a chover.

-Porque o papai do céu mora lá.

4. Por que as folhas das árvores balançam?

_Por causa do vento.

_Por que vai dar temporal.

5. Como você sabe que vai dar temporal?

_Por causa do barulho.

     As crianças desta faixa etária,  4 e 5 anos, buscam respostas para suas hipóteses relacionadas ao que conhecem, por isso cabe ao professor propiciar a aquisição de novas informações e descobertas, através de pesquisas e experimentações, para assim ampliar seu conhecimento de mundo.

sábado, 5 de novembro de 2016

Classificar é uma ciência?


Esta semana refletindo durante a atividade proposta na interdisciplina Representação do Mundos pelas Ciências Naturais sobre classificação, surgiu um questionamento: “ Classificar é uma ciência?”. Num primeiro momento minha resposta foi não. 

Fiz uma pesquisa com meu filho de 4 anos e 9 meses, onde entreguei para ele várias tampinha e pedi para organizar. Ele classificou por cor e tamanho. Perguntei se poderia organizar de outra forma, respondeu não, mas ficou pensativo, observando e de repente começou a trocar as tampinhas de lugar, não seguiu nenhuma ordem, disse ter organizado diferente.


Num segundo momento entreguei alguns botões, dois de cada tipo. Ele organizou em duplas, relatando ter colocados os iguais juntos. Perguntei ser podia organizar diferente, prontamente respondeu sim e os organizou segundo uma sequencia ordenada, em seguida os iguais um em cima do outro.


Após estas observações voltou a pergunta: “ Classificar é uma ciência?”.

Mas o que é ciência?

Segundo a Wikipédia, enciclopédia on line: “ ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas”.

Sendo assim, acredito que classificar é sim uma ciência, onde através da observação e da experimentação são levantadas reflexões e hipóteses sobre as possíveis formas de organização. No caso da atividade realizada com uma criança usando determinados objetos, de forma lúdica, diferentes conceitos foram trabalhados como cores, formas e tamanhos.