domingo, 12 de novembro de 2017

Visita ao Quilombo Chácara das Rosas


     No dia 10/11 realizamos uma visita ao antigo Quilombo Chácara das Rosas, atualmente Comunidade Chácara das Rosas, onde vivem diversas famílias descendentes de Quilombolas. Fizemos uma entrevista com Ângela Maria de Jesus, como pode ser vista no vídeo acima, ela falou com muito orgulho das tradições e mostrou que é passado aos descendentes,não apenas a tristeza vivida na época da escravidão, mas a luta e que não devem ter vergonha e sim orgulho de seus antepassados. Hoje estão vivendo outra parte da história, mas mantem viva as raízes , a luta por seus direitos e a esperança por dias melhores.
      O que me chamou muita atenção foi a discriminação que as crianças sofriam na escola por serem quilombolas, já na educação infantil, isso não acontecia. Com certeza as crianças pequenas são puras e dificilmente percebemos algum tipo de discriminação.

Estudos apontam que as crianças adquirem consciência das diferenças raciais, em média, dos três aos cinco anos, e, com o tempo, passam a atribuir julgamentos aos diferentes grupos, com base na observação do meio em que vivem.
(Matéria retirada do jornal Folha de São Paulo, de 25/11/07)

Grupo: Janaína, Ângela Marques e Adriane
Ângela Maria de Jesus- entrevistada
Tia Carminha- Matriarca



domingo, 5 de novembro de 2017

Quem é este sujeito com? Como fazer para incluí-lo?

  Quando falamos de inclusão surge grande questionamentos: Quem são os sujeitos e como incluí-los?
     Como estudamos neste semestre existem vários tipos deferentes de deficiência e para que se possa pensar em inclusão o professor primeiramente precisa conhecer o aluno, suas limitações e interesses e procurar informações. Mesmo em alunos que não possuem laudo as vezes o professor precisa buscar estratégias diferenciadas para atender suas necessidades.

Todas  as  escolas deveriam acomodar todas  as  crianças independentemente de suas  condições  físicas,  intelectuais, sociais,  emocionais,  lingüísticas  ou outras. Devem incluir crianças deficientes ou superdotadas, crianças de rua e que trabalham crianças de origem remota ou de população nômade, crianças  pertencentes a minorias lingüísticas, étnicas ou culturais e crianças de outros  grupos em desvantagem ou marginalizadas... (BRASIL, 1996). 

     Devemos buscar uma educação realmente inclusiva que atenda a todos, que faça com que o aluno sinta-se como parte integrante daquele grupo. Infelizmente muitas vezes não é que o que vemos na realidade de nossas escolas, que por falta de informação ou preconceito acaba sendo uma educação excludente.  
     Como podemos observar no quadro acima, só há inclusão quando a pessoa estabeleça relação que pertencimento aquele grupo social.

domingo, 29 de outubro de 2017

“À sombra desta mangueira” (Paulo Freire)

“ É que há um diálogo invisível, prévio, em que não necessito de inventar perguntas ou fabricar respostas. Os educadores verdadeiramente democráticos não estão-são dialógicos. Uma de suas tarefas substantivas em nossa sociedade é gestar esse clima dialógico”


     A escola não deveria promover mecânica, sem estímulos, mas sim propiciar um ambiente de diálogos e de reflexões a cerca de suas curiosidades e inquietações. Muitas instituições que empregam um método tradicional estão tão preocupadas em seguir o currículo pré-determinado que deixam de lado os interesses dos educandos. Além disso, é importante ter o entendimento de como ocorre o processo de aprendizagem, a curiosidade nos move querer descobrir o objeto, através de nossas experiências podemos compreender conceitos abstratos. Desde o nascimento estamos constantemente nos relacionando com o meio e adquirindo conhecimento, e por que não tornarmos a escola um ambiente mais atrativo, de descoberta através de experiências, vivências, para que seja mais significativa.

      A dialogicidade é algo fundamental nas teorias de freire, pois revela uma prática de liberdade.

“O diálogo é este encontro dos homens, imediatizados pelo mundo, para pronunciá-lo, não se esgotando, portanto, na relação eu-tu. Esta é a razão por que não é possível o diálogo entre os que querem a pronúncia do mundo e os que não querem; entre os que negam aos demais o direito de dizer a palavra e os que se acham negados deste direito” (Freire, 2005, p. 91).

     O dialogo ganha importância ao se permitir, na sala de aula, que o aluno expresse sua curiosidade, reflexões, que ele passe a ser o verdadeiro protagonista no processo de aprendizagem.


domingo, 22 de outubro de 2017

Salão de Ensino


     No dia 18 de outubro de 2017 participei do Salão de Ensino, onde apresentei o resumo do trabalho realizado no semestre passado na interdisciplina Projeto em Ação:

RESUMO: Este trabalho fundamenta-se nas experiências pedagógicas realizadas pelas acadêmicas Ana Cristina Silva Gonçalves, Ângela Pospichil Marques e Janaína da Cunha Sampaio, do curso Pedagogia EAD da UFRGS , ao vivenciar em suas práticas docentes os projetos de aprendizagem. O objetivo do trabalho é, através de temas de interesse do aluno, desenvolver atividades que possibilitem a aprendizagem de forma interessante e prática. Para organização e desenvolvimento do trabalho de forma integrada as professoras organizaram um grupo de estudos: "Baú de projetos" Para a execução do trabalho as professoras se organizaram da seguinte forma: Ângela atuando no maternal 1, Janaína no jardim 1 e Ana Cristina no jardim 2. No maternal 1 após observação foi constatado o interesse pelas tartarugas, surgindo assim o projeto de aprendizagem "Que bicho é esse?", no jardim 1 e 2 por determinação da direção da escola deveriam trabalhar projetos relacionados ao autor Ziraldo, buscando contemplar os interesses das turmas surgiram os projetos: "Maluquinho por artes" do jardim 1 e " Maluquinhos pelo Mundo" no jardim 2. Após investigação das dúvidas e certezas veio o questionamento:" Como elaborar a pesquisa? "Ou seja, o plano de ação, uma vez que os alunos são pequenos e ainda não letrados, consequentemente não teriam autonomia para realizar sozinhos a pesquisa. A partir deste momento começaram a organizar estratégias para desenvolver o projeto. As professoras buscaram os recursos e solicitaram auxílio às famílias quando necessário. Optaram pela leitura visual, pois seus alunos ainda não são alfabetizados. Dessa forma, as crianças participaram do projeto desde a escolha dos temas até os relatos de suas dúvidas e certezas; e, traçar estratégias no plano de ação, com certeza é uma experiência riquíssima de aprendizagem, tanto para os alunos, quanto para os professores. A cada nova descoberta os alunos mostravam-se mais interessados e empolgados com o projeto, novas dúvidas e certezas foram surgindo ao longo do processo.

PALAVRAS‐CHAVE: projeto, aprendizagem, pesquisa.

     Apresentar no Salão de Ensino foi um momento de aprendizagens, pude compartilhar minha experiência e escutar outros relatos de diferentes temas e faixas etárias. 

domingo, 15 de outubro de 2017

Ser professor

     Hoje, dia do professor, parei pra refletir sobre minha trajetória na educação e aspirações para o futuro. Posso dizer que inicialmente ser professora era um sonho, uma brincadeira de criança, sempre respeitei e admirei os educadores com quem convivi. Atualmente, a realidade de ser professor tem passado por grandes desafios, a desvalorização, falta de incentivos e de qualidade na educação. Mesmo com tantas dificuldades, muitos profissionais conseguem fazer a diferença e tentar mudar, melhorar a realidade da educação Brasileira, lutam, não só por seus direitos, mas por seus alunos e por uma educação de qualidade. Fico muito triste vendo a realidade das nossas escolas, falta estrutura, recursos e profissionais, mesmo assim o professor está lá utilizando toda a sua criatividade para oferecer o melhor. Ser professor hoje é uma tarefa muito difícil, mas não podemos desanimar, com garra e determinação podemos tentar mudar cenário atual.


domingo, 8 de outubro de 2017

Desenvolvimento Cognitivo a partir da Teoria Piagetiana



  A criança constrói suas aprendizagens, desde o nascimento, através de suas experiências, sua interação com o meio, ou seja, através de sua ação. Segundo Piaget, o desenvolvimento intelectual passa por estágios de aquisição do conhecimento, ao qual sua duração pode variar de acordo com a maturação, meio social e as experiências. Os elementos construídos num estágio servem como base para o nível seguinte. 

  Piaget divide o desenvolvimento cognitivo em: 

· Sensório-motor: de 0 a 2 anos, caracteriza-se pela inteligência prática, baseada nos sentidos, percepção do meio, experimentação, noção de objeto.

· Pré-operatório: de 2 a 7 anos período de desenvolvimento da linguagem e o pensamento egocêntrico.

· Operatório concreto: de 7 a 11/12 anos inicio das operações mentais, autonomia

· Operatório formal: de 11/12 anos em diante desenvolvimento do pensamento lógico, abstrato.

     Trabalhando com educação infantil é possível verificar a evolução de dos dois primeiros estágios. No berçário o interesse das crianças está voltados para os brinquedos a sua volta, a exploração do meio.

   A partir dos dois anos já começam a organizar a falam utilizá-la para expressar seus desejos, interagir é a fase da imaginação e socialização.
   Neste fase, estão se preparando para o inicio da educação formal, que se dá a partir dos seis anos de idade.
   A partir dos 7 anos já começa a fase operatório concreta, onde aprende a relação numeral/quantidade. Observa-se um declínio do egocentrismo, o trabalho em grupo torna-se mais fácil.
   A partir destas observações percebemos a evolução da aprendizagem das crianças e como cada fase é importante para a evolução da fase seguinte, é uma aprendizado constante e cada vez mais abstrato. Percebemos por que o lúdico é tão importante na aprendizagem durante a Educação Infantil, onde as crianças aprendem brincando, interagindo e explorando o meio.

domingo, 1 de outubro de 2017

Pixar Festa nas Nuvens - Reflexão sobre diferença


     O vídeo "Festa das nuvens" da pixar, nos faz refletir sobre as diferenças. A maioria das nuvens cria bebês e filhotes "ideais" para as cegonhas levarem aos seus lares, são eles "bonitos" e "fofinhos", enquanto uma nuvem faz filhotes "diferentes" difíceis de lidar como jacaré, carneiro e porco-espinho, mas mesmo diante dos desafios encontrados pela cegonha em conduzi-los, a cegonha não desiste e encontra uma alternativa. O companheirismo une a nuvem e a cegonha para esta missão.


“Sempre quis fazer algo com coração. O que digo por coração são personagens que são sinceros no que estão fazendo. (…) Gus ama aqueles bebês. Eles precisam de jacarés  de porco-espinhos no mundo e ele ama o que faz. Ele apenas não quer ferir seu amigo porque sabe que os bebês são perigosos. É na verdade sobre quão difícil são os relacionamentos e sobre mantê-los”.

(Peter Sohn, diretor de Partly Cloudy )

       Podemos refletir sobre os relacionamentos e quão difícil eles são, como destaca o diretor, todos somos diferentes, não apenas fisicamente, por isso, temos que de forma ética aprender a líder com diferentes tipos de comportamentos e culturas.